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Cuidar de mim ou cuidar dos outros

Arquivo em: Uncategorized — admin @ 4:16 pm December 20, 2013

Cuidar de mim ou cuidar dos outros

Gustavo G. Boog

Todos nós, humanos, estamos muitas vezes entre duas polaridades: cuido de mim ou cuido do outro? A sensação é que uma opção exclui a outra: se invisto todo meu tempo cuidando de mim, não sobra tempo para cuidar do outro, e se cuido do outro, não tenho tempo para cuidar de mim. E assim oscilamos entre essas duas alternativas.

Cuidar de mim é muitas vezes visto como egoísmo, como uma insensibilidade para as necessidades dos outros, para com os dramas e dificuldades que nos rodeiam, e que, de alguma forma, poderíam ser minoradas com nosso tempo, atenção e recursos. Cuidar de si mesmo frequentemente gera um sentimento de culpa. Por exemplo, se eu trabalhei, tenho recursos, quero investir numa viagem de turismo a um resort, para ter alguns dias em um lugar paradisíaco. Trabalhei por longas horas, dias e meses, corri muitos riscos, enfrentei dificuldades, e agora é a hora de eu me premiar. Eu quero cuidar de mim. Mas aí penso na miséria do mundo, nas infelicidades de algum parente ou vizinho, nas dificuldades de um amigo, e o sabor doce do merecido prêmio pode facilmente se tornar amargo.

Quando me dedico a cuidar dos outros, por exemplo, das pessoas de minha família, de um pai ou uma mãe idosos e doentes, de um colega de trabalho com dificuldades, ou ainda a algum trabalho voluntário com órfãos, idosos, ou outra causa meritória, sinto-me bem, sinto-me ajudando e apoiando os outros. Esse sentimento é bom, mas muitas vezes essa dedicação é feita à custa da saúde pessoal, do necessário tempo de descanso e de recuperação, do tempo de estar consigo mesmo para refletir, orar e meditar. O que seria uma causa estimulante pode se tornar um fardo pesadíssimo.

O pai quer ir ao jogo de futebol e os filhos, que são pequenos e precisam do pai, querem ir ao aniversário de um amiguinho. O pai cuida de si indo ao futebol, ou cuida dos filhos indo ao aniversário? Esse mesmo tipo de decisão vale no mundo das organizações: devo cuidar de minha Diretoria, ver o que é melhor para ela, ou cuidar com prioridade do que é melhor para a organização como um todo? Se sou gestor de um departamento, cuido de meu desenvolvimento como líder, ou invisto em minha equipe? Vale também para um condomínio, pois o melhor para o todo não é necessariamente melhor para cada um dos condôminos: construir um playground no edifício pode ser ótimo para pais jovens com filhos pequenos, mas se mostra um investimento desnecessário para uma viúva idosa. Vale para um país: o melhor para uma região não é necessariamente o melhor para a nação. A lista é infindável, e mostra o conflito entre o individual e o coletivo.

De certa forma, essas divergências podem ser atenuadas se ampliarmos o nosso olhar: de alguma forma, ao cuidar de mim eu crio bases para cuidar melhor dos outros, e o cuidar dos outros também cria benefícios para mim. Nós somos seres sociais, vivemos uma relação de interdependência com os outros. Não somos eremitas, pelo contrário, somos seres de uma asa só, ou seja, eu preciso da asa do outro para poder voar. Aí é que há a convergência entre as duas polaridades. Mas, na prática, como conciliar essas demandas conflitantes?

  • Uma grande verdade é que só podemos dar aquilo que temos. Ou dito de outra forma, tenho de estar bem comigo mesmo, tenho que me cuidar bem para poder cuidar bem dos outros. Numa viagem aérea, a comissária de bordo sempre diz antes da decolagem: caso ocorra uma súbita despressurização da cabine, máscaras de oxigênio cairão automaticamente. Coloque a sua e depois ajude uma criança ou uma pessoa ao seu lado. A ordem é essa: primeiro cuide de você para depois cuidar do outro. Se você quiser cuidar primeiro do outro, corre o risco de ficar sem oxigênio e aí nem você e nem o outro poderão se salvar.
  • Reconhecer que o conflito sempre existirá, e que um equilíbrio dinâmico deve ser buscado. Ora o “cuidar de mim” deve ser minimizado, em benefício do outro, e ora o melhor para os outros deve ser sacrificado em prol do interesse individual. Problemas surgem quando sempre se buscam os extremos: só cuidar de mim ou só cuidar dos outros
  • Ao cuidar dos outros, por exemplo num trabalho voluntário, há um ganho secundário de sentir-se bem, sentir-se útil, ter sua autoestima elevada, o que não deixa de ser uma forma de cuidar de mim. Pelo contrário, quando cuido de mim, por exemplo, dedicando um tempo do dia para uma atividade física numa academia ou exercícios num parque, de certa forma cuido do outro ao estar mais bem disposto e em melhor forma física, tornando-me uma pessoa de convivência mais agradável.
  • Dependendo de cada época da vida, o cuidar de mim e o cuidar do outro podem ter ênfases e pesos diferentes, que variam de forma dinâmica. Um casal que acabou de ter um filho com certeza dedicará muito tempo e energia para cuidar do bebê, com sacrifícios ao cuidar de si. Uma pessoa mais madura, talvez não tão pressionada por dinheiro, pode cuidar mais de si mesmo, com uma melhor qualidade de vida.

O grande resumo, fácil de falar, mas não tão fácil de praticar, é substituir o “ou” pelo “e”, de forma que possamos “cuidar de mim e cuidar dos outros”, de uma forma saudável e equilibrada. Lembre-se: você é a prioridade! Cuidando de você , cuidará dos outros. Seja você mesmo, não o que os outros querem que você seja.

Gustavo G. Boog é coach e consultor comportamental, apoiando pessoas com processos de coaching, e conduzindo palestras, workshops e processos organizacionais. Autor de mais de 20 livros e E-Books, com temas de desenvolvimento pessoal, gestão de pessoas e equipes, competências e terapias avançadas. O foco de seu trabalho é o resgate da dimensão humana no dia a dia.

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