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VOU SER CLARO: QUERO SER FELIZ!

Gustavo G. Boog(*)

Cada vez mais se confirma em tese e na prática que a dimensão humana é “a bola da vez”, o mais importante diferencial competitivo das organizações. Encontramos na Revista VEJA de 7/5/2003, a matéria “O Fator Humano”, referindo-se ao Consultor Fred Kofman, que “colocou em palavras o que os funcionários sentem na pele e os empresários percebem no bolso”: as “fontes de ineficiência e resultados medíocres são ambientes empresariais em que gerentes se sentem donos da verdade e não dão ouvidos aos clientes, fornecedores e tampouco aos seus comandados no trabalho. Desencorajados pelos superiores, os funcionários tendem a deixar seus valores éticos na porta da empresa e assumem lá dentro uma posição passiva de quem tem pouco ou nada a contribuir”. 

Cada vez mais fatores financeiros, tecnológicos, materiais, equipamentos ou localização podem ser copiados ou obtidos com relativa facilidade. Não que estes fatores não sejam importantes, mas falta-lhes o movimento e energia que só as pessoas podem dar. O diferencial passa a ser a dimensão humana, a nova fronteira a ser superada. “Até meados dos anos 80, a grande preocupação das empresas era manter-se atualizadas do ponto de vista tecnológico. Novas máquinas e processos proporcionavam saltos de produtividade. A partir do fim dos anos 80, percebeu-se que a maior parte das companhias estava se equiparando no que diz respeito ao acesso aos avanços tecnológicos. O foco competitivo voltou a se concentrar na questão humana. Nos anos 90 os programas de melhoria da gestão tornaram-se uma obsessão, geraram inegáveis ganhos para as empresas, mas ainda deixaram muito campo para ser desenvolvido”. 

Este campo a ser desenvolvido diz respeito à contribuição única que cada pessoa pode e deve dar. Aí é que entram os indivíduos que fazem a diferença. Para fazer a diferença existem centenas de tratados e abordagens, muitas possíveis, a maioria irrealizável, mas, em resumo, pessoas felizes são pessoas mais engajadas com os objetivos e metas da organização, mais dispostas a darem sua contribuição (e a receberem a contrapartida correspondente). As pessoas não querem ser felizes só fora do ambiente e do horário de trabalho: querem e exigem qualidade de vida integral, dentro e fora do trabalho. Isto acaba com o velho e superado paradigma que trabalho é lugar de sofrimento. Não pode e não deve ser mais assim. As pessoas querem ser felizes agora, sem adiamentos. Acho ótimo que empresas proporcionem academias de ginástica, ginástica laboral e sala anti-stress, mas isto não é mais suficiente: eu quero ser feliz no relacionamento com o meu líder e com meus colegas de equipe. Não quero mais um chefe carrasco para ter que depois relaxar na bicicleta ergométrica!

As melhorias na qualidade de vida estão firmemente alojadas nas expectativas das pessoas. É sabedoria gerencial atender a estas expectativas. E o melhor, é que isto gera resultados de negócios.

(*) Gustavo G. Boog é Consultor e Terapeuta Organizacional, conduzindo projetos de elevação da competência pessoal, grupal e empresarial. Fone (11) 5183-5187 E-mail contato@boog.com.br Sites www.boog.com.br www.ecotraining.com.br

 

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