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VOCÊ NÃO MUDA NUNCA ?!?:

NÃO TENHA MEDO DE CRESCER

(*) Gustavo G. Boog

Ouvi há pouco tempo a frase “você não muda nunca?”, que abalou profundamente algumas de minhas convicções sobre mudanças, mas que me ajudou a entender  e desvendar muitos novos ângulos dos processos de mudanças nas pessoas, equipes e coletividade.

 

Mudar é difícil para a maioria das pessoas. É muito fácil acharmos causas externas para as dificuldades e resistências a mudar. Ora a culpa é do chefe ou da empresa, ora é da esposa ou marido, da TV, da situação econômica, do governo. Somos campeões em indicar o receituário da mudança para os outros e podemos até apresentar uma lista com as prioridades para os outros. Já quanto a nós mudarmos algo nosso …

 

Algumas reflexões sobre as mudanças:

 

  • As mudanças devem ser éticas e contribuir para o bem comum: ao considerar uma mudança, é sempre adequado se perguntar se ela é justa, se contribui para os resultados, se contribui para as pessoas e se contribui para a inovação. Se a proposta passar por esses crivos, vale a pena investir nela.
  • As mudanças vêm rápidas, profundas e radicais (até a raiz!): reforçar a nossa competência de lidar bem com mudanças é crítico, essencial para nossa sobrevivência nos tempos de transição
  • Mudanças doem, mas energizam: a mudança ocorre entre duas polaridades, o antigo e o novo. O antigo precisa ser deixado (e isto dói) e o novo é algo a ser ainda alcançado (a visão do futuro é altamente energizadora)
  • Mudanças exigem de nós muita flexibilidade: durante as mudanças o velho e o novo convivem, o que cria confusão, instabilidades, novas prioridades, desestruturação. Quem já fez uma reforma em sua casa morando dentro dela sabe o que é isto. O estado de transição entre o velho que está indo embora e o novo que ainda não chegou costuma ser bastante perturbador. Nestes momentos a serenidade e a paciência são virtudes a serem cultivadas
  • Mudar exige investimentos de tempo, dinheiro e energia: mudar é um processo que precisa ser administrado, que envolve o ser na sua inteireza: o pensar, o sentir e o agir. Pensar costuma ser rápido, mas lidar com os aspectos emocionais da mudança (sentir), confrontar-se com os medos, as incertezas, os riscos, os apegos e transformá-los em coragem, certeza, força, desapego, leva seu tempo. E só depois do sentir é que conseguimos agir plenamente.
  • Mudar exige abandono, exige entrar no novo: talvez a parte mais difícil da mudança é identificar os padrões que nos regiam até agora, abençoar estes referenciais velhos pelo que trouxeram de aprendizado, despedir-se deles, deixá-los … e confiantemente ingressar no novo. Se quiser colocar água num balde, é preciso que ele esteja vazio. Não consigo adicionar nada a um balde cheio. O desafio nas mudanças é se desapegar do velho.
  • O sucesso das mudanças é ampliado quando temos uma visão clara do que queremos alcançar: objetivos difusos, genéricos e nebulosos tais como “eu preciso cuidar melhor de minha saúde” ou “quero mais qualidade de vida” ou ainda “quero ser um líder mais equilibrado” são um passo importante, mas por si mesmos pouco contribuem para que as mudanças efetivamente se concretizem. Eles são o nosso sonho, é ótimo que existam, mas não podemos parar por aí, é preciso ter metas específicas, claras e com datas. Estabelecer etapas intermediárias com marcos bem definidos nos dá indicações claras sobre o progresso alcançado
  • No caminho das mudanças existem pedras: algumas pequenas, outras pontiagudas, outras enormes obstruindo o caminho. Estes obstáculos ao novo com certeza surgirão, e nem sempre o planejamento conseguirá prever inteiramente a dimensão das dificuldades do caminho. Lidar com estas adversidades, não desistir, superar, persistir, fazer eventuais retiradas estratégicas para depois voltar reforçado são algumas das estratégias possíveis. Os tipos humanos rei – guerreiro – mago – amante  reagem de forma diferente às “pedras”. Saber das potencialidades e das dificuldades do nosso perfil de atuação nos ajudar a superar os obstáculos. O livro Relacionamentos detalha estes tipos (vide abaixo)
  • Nem todos vão gostar de ver você mudar. Mas outros vão: toda mudança altera os relacionamentos existentes. Quando surgem mudanças ocorrem modificações que serão percebidas como positivas ou negativas pelos que serão influenciados pela nossa forma de ser e de agir. Mostrar a todos a visão de futuro, mostrar que uma perda no curto prazo pode ser o grande ganho no médio prazo é uma possibilidade que atenua as resistências e contribui para obter apoios.
  • Mudar exige coragem: deixar o velho e entrar no novo em geral dá medo, e a qualidade da coragem é necessária para enfrentar estes desafios
  • Depois de uma mudança vem… outras mudanças: é ilusório esperar calma, sossego e tranqüilidade após uma mudança bem sucedida. Muito provavelmente outras mudanças se seguirão, às vezes até superpostas, geralmente mais cedo e mais intensamente do que esperávamos e gostaríamos.
  • Progressos nas mudanças pedem por celebrações: mudanças bem sucedidas devem ser devidamente celebradas, criando com isto a força para os próximos passos. Este item é especialmente importante para sucessos nas equipes.
  • É preciso exercitar-se para as mudanças: a forma com que reagimos às mudanças se liga diretamente à nossa “musculação emocional”. Existem muitos exercícios que nos mostram o quanto somos apegados ao que existe, o quanto cristalizamos para nós mesmos as “trilhas mentais” (respostas automáticas) e o quanto podemos fazer a este respeito. Com pequenos passos nos preparamos para caminhadas maiores
  • Existem recursos para apoiar as mudanças: um equívoco comum é querer enfrentar as mudanças sozinho, “a sangue frio”, principalmente quando as mudanças são grandes, em “overdose”. Existem consultores, terapeutas, workshops, palestras e leituras que nos ajudam a transformar as crises em oportunidades.

 

 

(*) Gustavo G. Boog é Consultor e Terapeuta Organizacional, conduzindo projetos de elevação da competência pessoal, grupal e empresarial. Fone (11) 5183-5187 E-mail contato@boog.com.br Site www.boog.com.br.

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