+55 (11) 5183-5187  ou  5183-5096

contato@boog.com.br

VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA CRESCER? E PARA SOBREVIVER?

(*) Gustavo G. Boog

Na Folha de São Paulo de 23/1 está uma notícia que chamou muito minha atenção: “Kodak anuncia a demissão de 15 mil: A Eastman Kodak, maior fabricante mundial de filmes e sinônimo internacional de fotografia, vai demitir 15.000 pessoas nos próximos três anos. A empresa passa por um profundo processo de reestruturação para se adaptar aos novos tempos e não morrer, em meio à crescente utilização da tecnologia digital. (…) A companhia já havia eliminado 22 mil empregos nos últimos cinco anos, reduzindo sua força de trabalho para cerca de 64 mil pessoas. Em 98, quando a tecnologia digital ainda engatinhava, a Kodak tinha 86 mil funcionários. Em 1983, no pico do número de pessoas empregadas, havia 136,5 mil pessoas trabalhando para a empresa no mundo”.

 

Que aprendizado podemos extrair de uma notícia como esta, principalmente quando estão no ar tantas informações sobre as bases de um processo de crescimento no Brasil? A grande lição é que precisamos estar preparados para mudar, para mudar sempre, para crescermos e nos desenvolvermos. Se quisermos crescer (e sobreviver), temos que estar preparados. Caso contrário, seremos engolidos!

 

Sua empresa está preparada para crescer? E para sobreviver? Você, que lidera, está preparado para isto?

 

As crises, quando ocorrem, são geralmente dolorosas, mas são também preciosos momentos de desenvolvimento. Referindo-se ao caso da Kodak, que ainda vende 120 milhões de rolos de filme por ano, o que aconteceria se ela não mudasse seus referenciais e paradigmas? Se investisse pesadamente em processos mais rápidos e eficientes de produzir e vender rolos fotográficos (coisa que, aliás, aconteceu assemelhada com a indústria relojoeira suíça nos anos 70) ?. O sucesso da situação atual de uma empresa, principalmente se for líder de mercado, pode causar miopia ou até cegueira para mudanças que estão ocorrendo, no início de forma quase imperceptível, mas que vem depois com fúria destruidora de tudo que é velho.

 

Modelos gerenciais que funcionaram bem por muito tempo precisam ser revistos e transformados. Certos provérbios, muito reveladores dos paradigmas existentes, podem ser a indicação de referencias obsoletos e ultrapassados: cada macaco em seu galho, para saber mandar precisa saber fazer, a empresa é uma máquina e as pessoas são engrenagens, devagar se vai ao longe, a pressa é inimiga da perfeição, etc.

 

Para uma organização crescer é preciso de tecnologia, processos, equipamentos, recursos financeiros. Mas é preciso também gente com as competências muito bem desenvolvidas. Alguns itens que compõe o check list gerencial  do crescimento são:

 

1. A empresa tem uma visão do futuro definida, clara e conhecida? Qual é a percepção do pessoal da empresa a este respeito? Esta visão é inspiradora? Há convergência e adesão?

 

2. Como está o grau de conhecimento, habilidades e atitudes técnicas do pessoal? As competências ligadas ao conhecimento técnico de produtos, serviços estão adequadamente disseminadas? Os clientes confirmam isto? Há outras áreas que precisam de investimentos, como informática, idiomas, marketing, finanças, etc.?

 

3. Como está o grau de motivação, empenho, dedicação do pessoal? O desempenho está adequado? Você sente um “brilho no olhar” das pessoas ou estão apenas cumprindo um contrato de trabalho? Os clientes internos e externos estão encantados?

 

4. Como os líderes dos diversos níveis e áreas conduzem suas equipes? Eles estão realmente preparados para seus papéis? Tem domínio das competências de gestão? Como está a inteligência emocional deles? Os líderes têm uma verdadeira vocação para lidar com pessoas ou foram promovidos em função de seu desempenho técnico? Eles gostam de lidar com pessoas? Como eles lidam com feedback quando há um baixo desempenho? Eles sabem delegar ou são centralizadores?

 

5. Como estão os processos de aprendizagem na empresa? A empresa cria condições de aprendizagem para o seu pessoal? Qual a atitude reinante: já sabemos ou vamos aprender? A velocidade de aprendizagem é compatível com as expectativas dos clientes?

 

6. Como estão as comunicações na empresa? Há equilíbrio entre o falar e o ouvir? As pessoas se sentem bem informadas? Existem sistemas adequados de comunicação na empresa?

 

7. Como é o trabalho em equipe na empresa? Prevalece o individualismo ou as equipes? A lealdade é aos feudos ou à empresa? As ações concretas são convergentes ou divergentes?

 

8. Como são as práticas e políticas de “RH”? A importância da dimensão humana “é para valer” em sua empresa? todos os gestores são também “gestores de pessoas e equipes?” a área de “RH” estimula ou resiste às mudanças? Como está o processo de atração de novos talentos? E o reconhecimento e recompensa? E o desenvolvimento dos potenciais? E as progressões nas carreiras?

 

No ano passado um colega meu disse que estes fatores “eram de empresas de outro planeta”. Eu concordo com ele, pois as empresas que quiserem ingressar nesta nova era, neste “novo planeta”, tem nos itens acima o referencial de ações. Este é o novo planeta e as novas empresas que queremos. Quem sair na frente se sairá melhor!

(*) Gustavo G. Boog é Consultor e Terapeuta Organizacional, conduzindo projetos de elevação da competência pessoal, grupal e empresarial. Fone (11) 5183-5187 E-mail contato@boog.com.br Site www.boog.com.br.

Um informativo a serviço dos clientes e amigos da Boog & Associados – 02/02/2004 – Nº. 110

 

Ver Todos os Artigos

SOLICITE ATENDIMENTO


captcha