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EDITORIAL

 

Queridos amigos e amigas

Um tema que sempre toca nosso coração é a fascinante análise do comportamento dos quatro tipos de atuação, que denominamos rei – guerreiro – mago – amante, adotada de um livro com o mesmo título. Examinar a fundo as características de cada um,  como os tipos se integram em equipe e complementam seus papéis, os cuidados básicos que reforçam um relacionamento saudável entre pessoas diferentes, como o líder deve agir com pessoas de tipos diversos e como fazer um atendimento a clientes que gere encantamento são alguns dos temas que tem sido foco de nossos projetos nos últimos meses.

 

O texto deste Boog News foi publicado originalmente na última Revista T&D e é oferecido agora aos leitores do Boog News.

 

Boa leitura e um gostoso abraço a todos

 

Gustavo Boog

 

ARTIGO

VILÃO OU HERÓI: COMO LIDAR COM RELAÇÕES DIFÍCEIS

 Gustavo G. Boog

  • Detesto gente que fala demais nas reuniões!
  • Este cara só dá idéias novas, uma após a outra, mas não realiza nada!
  • Odeio gente que chega atrasada em seus compromissos!
  • Não gosto de pessoas que ficam “em cima do muro” nas decisões!
  • Compromisso é compromisso! Não suporto gente que assume e depois não cumpre!
  • Como ela consegue trabalhar numa mesa tão desorganizada?
  • Porque ele não segue as normas e procedimentos definidos?
  • Não agüento mais estas reuniões de integração de equipe!

 

Se você é ser humano e convive com outros seres humanos, existe uma probabilidade alta que você tenha se identificado com algumas destas situações. Lidar com gente parecida com a gente é fácil. Lidar com gente “diferente” é difícil, na realidade é muito difícil.

 

Meu amigo Peter Harazin reforçou em mim a convicção que a base do relacionamento adulto e eficaz, na empresa, na família ou com amigos, é a reverência e celebração da diversidade. Isto na prática quer dizer que nós aceitamos os diversos jeitos de ser, em nós mesmos e nos outros. Significa rebaixar o nosso grau de julgamento e avaliação, aceitar que diferente não quer dizer errado, que diferente é apenas isto: diferente, e dedicar-se a trabalhar em conjunto num clima de respeito e aceitação recíprocas das diferenças. Nesta época de tantas mudanças, com certeza toda unanimidade é burra.

 

OS TIPOS DE SER

 

No livro “Faça a Diferença!” (*) são descritos quatro tipos básicos de pessoas: rei, guerreiro, mago e amante. Estes termos foram adotados de um livro com o mesmo nome.

 

Os reis são voltados às inovações, são alegres e persuasivos, odeiam detalhes e adoram reuniões. Precisam aprender a acabar o que começaram. São voltados aos resultados mais a longo prazo, tendo a energia Yang como característica.

 

Os guerreiros são voltados às tarefas, são impacientes e objetivos, mantém o foco, odeiam perder o controle da situação e adoram mudanças. Precisam aprender a ser mais pacientes. São voltados aos resultados de curto prazo, tendo também a energia Yang como característica.

 

Os magos são voltados às estruturações, gostam de exatidão e ordem, odeiam improvisações e adoram a perfeição. Precisam aprender lidar melhor com as emoções. São voltados aos sistemas, numa visão de curto prazo, tendo a energia Yin  como característica.

 

Os amantes são voltados às pessoas, são pacientes e subjetivos, perdem o foco com facilidade, odeiam confrontações e adoram harmonizar interesses conflitantes. Precisam aprender a ser mais assertivos e categóricos. São voltados aos sistemas, numa visão de longo prazo, tendo também a energia Yin  como característica.

 

Em resumo:

 

Tipo

Foco

Voltado a

Elemento

Enfatiza

Verbo

Rei

Intuição

Inovação

Ar

Intuição

Iniciar

Guerreiro

Sensação

Tarefas

Fogo

Razão/Lógica

Fazer

Mago

Pensamento

Sistemas

Terra

Razão/Lógica

Pensar

Amante

Sentimento

Pessoas

Água

Emoção

Sentir

 

 

Algumas constatações importantes:

 

  • Nós não podemos ser os quatro tipos simultaneamente. A tendência em nossas pesquisas é de encontrarmos um tipo dominante, dois de apoio e um pouco desenvolvido

 

  • Há conflitos de abordagens no relacionamento entre qualquer combinação de tipos

 

  • Num trabalho de equipe precisamos da existência dos quatro tipo

 

  • As pessoas podem se desenvolver em seus papéis. Meu amigo Eddie, co-criador do Ecotraining ©, destacou para mim a frase de Guimarães Rosa “A colheita é comum, mas o capinar é sozinho”.

 

OS ESPELHOS

 

Num Workshop com o Terapeuta Bram Zaalberg, da Holanda, aprendi que os outros são como espelhos para nós, refletindo a nossa imagem. Bram cita o exemplo de alguém que tem uma espinha no rosto. Esta pessoa, ao olhar-se no espelho, vê a espinha e não gosta. Para removê-la, não pode agir no espelho, mas sim no próprio rosto. Nós não podemos remover a espinha da imagem, do espelho, se não agirmos em nós mesmos. Podemos até esconder o espelho ou dele se afastar, mas a espinha continua lá até nós a removermos.

 

O espelho apenas reflete os movimentos que fazemos, são só imagens. A causa está em nós. Se nos tornamos próximos do espelho, vemos imagens com mais detalhes. Se nos afastamos, temos uma visão mais geral. É por isto que quando nos tornamos mais próximos de uma pessoa, começamos a ver com mais detalhes aspectos de seu comportamento, que na realidade são reflexos de nossa forma de ser e de agir.

 

Na prática isto quer dizer que se alguém que me irrita por ser muito impaciente e cortar minhas frases, é porque eu tenho este traço dentro de mim, expresso ou escondido. A imagem que o outro está refletindo entra em “ressonância” com conteúdos internos que tenho. Outro exemplo é quando me defronto com pessoas prepotentes, o que a metáfora do espelho nos lembra é que as emoções que esta pessoa deflagra nada mais são que a lembrança de nossa própria prepotência.

 

RELAÇÕES MELHORADAS

 

O espelho nos possibilita ver todas as dificuldades de relacionamento com “pessoas difíceis” de uma forma totalmente nova e diferente: ao invés de serem tão “difíceis” de agüentar, elas se tornam professores de importantes lições que temos que aprender.

 

Eu gosto muito de um exercício proposto por Gloria Karpinski, em seu livro “As sete etapas de uma Transformação Consciente” (*), onde ela sugere que façamos uma lista com os nomes de pessoas que de alguma forma são marcantes em nossa vida, as emoções que elas despertam em nós e os locais onde isto ocorre. Após fazer esta lista, a interpretação é:

 

  • Pessoas: são os nossos professores
  • Emoções: são as lições a aprender
  • Locais: são as nossas salas de aula
  • Como se vê, a classificação de vilão ou herói vai depender unicamente de nossa forma de perceber e de agir nas “relações difíceis”.

 

(*) Livros:

  • “Faça a Diferença!”, de Gustavo G. Boog, Editora Gente, 2a. edição
  • As sete etapas de uma Transformação Consciente, Gloria Karpinski, Editora Pensamento.

 

Gustavo G. Boog é Diretor da Boog & Associados, Consultor e Terapeuta organizacional e autor de diversos livros. Fone (11) 5183-5187 – E-mail: contato@boog.com.br . Site www.boog.com.br

 

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