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VENDO O QUE NÃO ERA VISTO ANTES: A HORA DE SONHAR, DE REALIZAR, DE ORGANIZAR E DE CELEBRAR

(*) Gustavo G. Boog

Participei no último sábado de um trabalho comunitário coordenado pela minha filha Cristiane Boog, ligado à abertura de mais um portal 11:11. Foge ao objetivo deste artigo entrar no conteúdo deste belíssimo trabalho (interessados favor visitar o site www.crisboog.com.br e www.nvisble.com), mas a conexão que farei é com o título deste portal, “vendo o que não era visto antes” (seeing the unseen), que me fez refletir muito sobre este tema.

 

Muitas pessoas não vêem porque não querem ou não podem ver algumas coisas: num trabalho terapêutico muitas vezes o profissional vê claramente uma área de dificuldade de seu cliente, mas o próprio não consegue ver aquilo que tantas vezes é tão evidente aos olhos dos outros. Na vizinhança muitos percebem a dinâmica da casa ao lado: como são as relações entre marido e mulher, como são os filhos, quem gosta de quem, quem é o esforçado, quem domina, etc. Mas os próprios membros da família não conseguem ver com clareza o que acontece entre eles.

 

Muitos são míopes, só enxergam de perto e são incapazes de enxergar uma pouco mais longe (no inglês a tradução literal de míope é “vista curta”). Outros só vêem bem de longe, mas são incapazes de perceber detalhes mais próximos.

 

Muitas organizações só vêem a atividade de pequenos concorrentes quando eles já cresceram de forma ameaçadora. Muitas empresas não reconhecem a crucial importância da dimensão humana do trabalho e não contabilizam o enorme potencial de resultados positivos que deixam de realizar. Preferem reduzir  custos…

 

A grande verdade é que muitas vezes os fatos, informações e conhecimentos estão disponíveis, sob nossas vistas, mas se não nos focalizarmos ou se alguém não nos chamar a atenção, orientar ou ensinar, ele será inexistente e seremos cegos para este tema.

 

Agora é a hora de enxergar aquilo que não era visto, e com isto integrar aos nossos repertórios novos conhecimentos, habilidades e atitudes. Ou seja, é hora de deixarmos de ser cegos e abrirmos nossa mente, coração e espírito para realidades mais abrangentes.

 

Um ótimo exemplo vem de um de nossos programas best sellers: as Palestras e Workshops Relacionamentos, onde são apresentados os diversos personagens que habitam dentro de nós, os reis, guerreiros, magos e amantes. Ver aquilo que não era visto antes é altamente motivador e altera significativamente o comportamento das pessoas. Conhecer seu estilo pessoal de atuação, o perfil de demandas do cargo que exercemos, identificar com facilidade o perfil das pessoas com as quais nos relacionamos é altamente eficaz para a melhoria de relacionamentos, quer eu seja líder, liderado, membro de uma equipe, responsável por um call center, cliente ou fornecedor.

 

Estes são os quatro tipos de personagens que habitam nas pessoas:

 

Tipo

Ação central

Características básicas

Rei

Sonhar

São pessoas criativas, empreendedoras, entusiásticas, carismáticas e visionárias. Não gostam de detalhes, são falantes e se relacionam muito e bem com os outros. São os “sonhadores”

Guerreiro

Realizar

São pessoas realizadoras, dedicadas, decididas, práticas e determinadas. Visam atingir suas metas de curto prazo e vão direto aos assuntos. São os “realizadores”

Mago

Organizar

São pessoas organizadas, detalhistas, perfeccionistas, cuidadosas e persistentes. Adoram numerar e classificar. São diretas e “organizadoras”

Amante

Celebrar

São pessoas integradoras, estimulam a harmonia e o bem estar dos outros, agradáveis e cordiais. Têm foco nas pessoas, nas equipes e em relacionamentos profundos. São os “celebradores”

Podemos ilustrar a conexão entre os quatro tipos pelas etapas na realização de projetos e atividades:

CALEBRAR ORGANIZAR

O sonho antecede às ações concretas. Cada empreendimento é sonho que se transforma num objetivo a alcançar. Este é o papel e contribuição do rei. Sonhado o sonho, vem a hora da realização, a hora de tornar concreto aquilo que era intangível. Este é o momento de atuação do guerreiro. A organização, a estruturação, a sistematização asseguram um ritmo previsível, cronograma e orçamento sob o controle. Aí o mago tem sua contribuição. E a atenção ao elemento humano, o reconhecimento, a celebração, o desenvolvimento é o momento do amante. Estes estágios têm alguma superposição, e como todo ciclo ele infinitamente se renova e recomeça, abrindo espaço e oportunidade para os tipos se manifestarem.

 

E assim o “não visto” passa a “ser visto”…

 

(*) Gustavo G. Boog é Consultor e Terapeuta Organizacional, conduzindo projetos de elevação da competência pessoal, grupal e empresarial. Fone (11) 5183-5187 E-mail contato@boog.com.br Site www.boog.com.br.

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