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VELEJAR É PRECISO, VIVER NÃO É PRECISO

Marcelo e Gustavo Boog (*)

O Ecotraining © é um inovador Workshop conduzido na Natureza e, objetiva ser uma grande metáfora dos processos empresariais e das equipes, criando as condições ideais para um aprendizado rápido, eficaz e descontraído. Uma das opções no Ecotraining é o velejar, feito em Ilhabela, no Canal de São Sebastião.

 

Adaptando a famosa frase de Fernando Pessoas, o “navegar é preciso”, dizemos que velejar é preciso, ou seja, tem precisão, e para isto requer planejamento, organização, trabalho em equipe, tomada de decisões e controles.

 

Antes de iniciar uma velejada, deve haver diversos preparativos para assegurar que o navegar seja estimulante, prazeroso e seguro. É necessário verificar o “mercado”: clima, ventos, previsões meteorológicas, chuvas, marés, correntezas, bem como todos os equipamentos: combustível, cabos, velas, água potável, alimentos, colete salva-vidas, bússola, instrumentos, mapas, etc.

 

Exceto quando está inativo (ancorado), o veleiro, tal como a empresa, está sempre em movimento, exigindo constante atenção da equipe, para não entrar em águas perigosas ou abalroar outra embarcação. Os escoteiros, velejadores e líderes nas empresas devem estar “sempre alerta”.

 

Na largada de uma regata todas as embarcações se movem. Se você tem uma boa velocidade inicial e uma posição favorável, terá uma vantagem competitiva sobre os demais.

 

Na regata, iniciamos o percurso contra o vento e contra a correnteza, e após contornar a última bóia, completamos o caminho a favor do vento e a favor da correnteza. Para vencer as forças que vem contra, precisamos literalmente fazer um zigue-zague. Assim como na vida, “ir contra” é muito mais complicado do que “ir a favor”. Exige muito mais concentração, qualquer pequeno erro pode desviar muito o seu caminho.

 

Quantas vezes as empresas não precisam fazem um “zigue-zague” para atingir um determinado resultado, desviando e vencendo uma série de obstáculos em seu caminho? O equilíbrio de forças físicas faz com que um barco ande para frente. E para se vencer uma regata, ou para estar na frente dos concorrentes, a condução do barco deve ser executada com excelência, com um trabalho em equipe coordenado, com foco no resultado, com garra e motivação.

 

O combustível que move o veleiro é o vento. O combustível que move as empresas é o cliente. Vento e cliente têm natureza mutável e instável, com humores variados. Uma mudança de direção do vento ou uma rajada súbita podem fazer com que você se adiante ou se atrase em relação aos concorrentes. Se eu estiver atento aos indicadores do ambiente e do mercado terei uma melhor probabilidade de me sair melhor. Por exemplo, estando atento percebo uma rajada que se aproxima e coloco meu veleiro numa posição mais favorável. Apesar de não parecer assim, o mar não é igual para todos. Os desejos dos clientes são como o vento: mudam de uma hora para a outra.

 

Se estou atento às ações da concorrência, posso aprender com o erro deles. Perceber que determinada região tem mais correntezas adversas que em outras pode levar o nosso barco a ganhar uma regata.

 

Minha embarcação pode estar em vantagem em relação às outras, mas a velejada ensina a não sermos arrogantes e “cantarmos vantagens” antes da hora. Esta vantagem pode ser perdida com enorme facilidade: os concorrentes podem imitar a tua estratégia ou uma rajada inesperada te tira da rota. Não devemos subestimar o adversário.

 

Muitas vezes a combinação de fatores faz com que a equipe faça uma enorme força  e os resultados, o progresso é muito pouco, pois os fatores são desfavoráveis. Uma velejada curta, prevista para 15 min pode levar duas horas.

 

Velejar, assim como dirigir um departamento ou empresa, parece fácil, mas na realidade exige tomada de decisões, assumir riscos e um perfeito e sincronizado trabalho em equipe. Para isto deve haver um sistema de comunicação que assegure as informações necessárias ao exercício dos diversos papéis. Deve haver um tempo de treinamento e familiarização de todos, para que estejam aptos a exercerem seus papeis.

 

Os outros veleiros são competidores, mas não são inimigos. A navegação leal é uma das bases éticas que faz deste esporte uma atividade nobre. Ações consideradas sujas, ilegais ou imorais são severamente punidas, principalmente pelo repúdio que os velejadores têm para atitudes desleais ou de querer “tirar vantagem em tudo”.

 

Para finalizar, quando podemos finalmente “ir a favor” do vento e da correnteza, ou quando estamos alinhados com o nosso objetivo e com os nossos clientes, todos no mesmo sentido, podemos desfrutar os frutos de uma colheita farta.

 

Como veleja bem? Você lidera bem?

 

Dê uma nota de zero (péssimo) a dez (excelente) para cada um dos fatores que caracterizam uma boa velejada:

 

Fator de avaliação

Minha prática?

  1. Meus preparativos (check list)
  1. Estar “sempre alerta”
  1. Atenção aos indicadores do mercado
  1. Velocidade de partida em relação à concorrência?
  1. Atenção às ações da concorrência
  1. Não subestimar os adversários
  1. Trabalho em equipe
  1. Comunicação
  1. Treinamento da equipe
  1. Navegação leal

TOTAL

Notas próximas de 100 significam excelência. O que deve ser feito para manter esta boa posição? Notas baixas ou próximas de zero significam uma situação ruim. O que deve ser feito para mudar esta situação?

 

(*) Marcelo Boog é Consultor e Diretor da Saguaro Import. Gustavo Boog é Consultor e Diretor da Boog & Associados. Atuam no Ecotraining e em Workshops Gerenciais.

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