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TREINAMENTO: A CONEXÃO COM RESULTADOS

(*) Gustavo G. Boog

Assisti a uma animada e eficiente apresentação na AAPSA no dia 9 de março, onde Jeannie Johnson, Diretora Internacional da ASTD apresentou as tendências mundiais do treinamento e desenvolvimento. Com muita habilidade e apoiada pelo pessoal da ASTD Brasil, Jeannie estimulou os participantes a se posicionarem frente às tendências, o que resultou numa rica troca de experiências. As mega-tendências são:

 

1 – Aprendizagem como estratégia empresarial: ficou demonstrado que as organizações que aprendem bem e rápido, as que posicionam o RH “realmente” num nível estratégico, conseguem desempenhos de negócio muito melhores que as que não fazem isto.

 

2 – E-Learning: com os recursos da Tecnologia da Informação o treinamento derruba os limites da sala de aula, dos horários e dos custos.

 

3 – Treinamento está se transformando em Consultoria de Desempenho: ao invés de focar as atividades (o que você faz), o treinamento pode resolver uma grande parte dos problemas de desempenho das pessoas, equipes e empresa (os resultados que você atinge). O treinamento, apesar de não ser a solução para todas as situações que afetam o desempenho, é um dos mais poderosos instrumentos para aumentar as competências e os resultados de negócio.

 

4 – A liderança começa a valorizar o estilo coaching: a transição de estilos mais técnicos e fechados para uma atuação mais humana e participativa exige que os líderes invistam no seu auto-conhecimento e na disponibilização do coaching para suas equipes, em aspectos como o diálogo face-a-face, o exercício do dar e receber feedback, a discussão de ações que prejudicam a carreira, os relacionamentos e o melhor desempenho.

 

5 – O papel do profissional de T&D está se modificando: ao invés de se restringir a oferecer cursos e workshops, o profissional de T&D está agora no centro do processo de inovação e aprendizagem da empresa: pode ajudar a organização e seu pessoal a crescer e atingir o sucesso, estando alinhado com programas voltados à estratégia de negócios.

 

Um participante do Encontro disse que estas cinco tendências não nos deixam espantados, não são exatamente uma novidade e constatamos que as pessoas estão conectadas com o que está acontecendo no mundo. A “má notícia” é que não conseguimos ainda transformar estas tendências numa prática concreta do dia-a-dia, em muitas empresas.

 

Quais são as dificuldades que o painel dos participantes apontou?

 

Lideranças centralizadoras: que ainda praticam o “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, o que aniquila o espírito de aprendizagem

 

E-Learning: uma promessa fantástica, mas que ainda se encontra “solta” em muitas empresas, deixando assim de realizar na prática o seu imenso potencial

 

Profissional de T&D: muito júnior, sem lugar de decisão nas empresas, o que o coloca muitas vezes “à reboque” dos processos de desenvolvimento da empresa

 

Mensuração das contribuições de T&D: apontada ainda como uma dificuldade nas empresas brasileiras. Há contribuições facilmente mensuráveis, mas há aspectos intangíveis que não podem ser ignorados

 

Estratégias de negócios: como T&D pode agregar valor se as estratégias estão mal definidas, ou se são desconhecidas ou mal comunicadas?

 

Imediatismo/ sobrecarga: posturas de imediatismo não favorecem os investimentos e o retorno do T&D. A grande sobrecarga de trabalho, o excessivo tempo em frente aos computadores respondendo e-mails e a busca frenética de resultados de curto prazo “custe o que custar”, na prática dificultam que se possa ter o tempo necessário para treinar e para receber o treinamento, reforçando assim um perverso ciclo negativo:

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Podemos transformar o ciclo vicioso em virtuoso com investimentos no treinamento:

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(*) Gustavo G. Boog é Consultor e Terapeuta Organizacional, conduzindo projetos de elevação da competência pessoal, grupal e empresarial. Fone (11) 5183-5187 E-mail contato@boog.com.br Site www.boog.com.br.

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