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“Só vou investir naquilo diretamente ligado à Produção”

Gustavo G. Boog (*)

Existe uma falsa noção de que investir em gente não é prioridade numa empresa. Na realidade, o discurso sempre é bonito, destacando a importância do elemento humano na organização. Mas na hora de colocar a mão no bolso, na hora de designar uma verba para a gestão de pessoas e equipes, para o treinamento dos profissionais, para rever processos de avaliação de desempenho ou melhorar a atuação dos gestores, a conversa é outra. O discurso fica vazio e os recursos para tanto são “adiáveis” ou “não prioritários”.

A frase “só vou investir naquilo diretamente ligado à Produção” é verdadeira e foi-me dita a poucos dias atrás por uma profissional de liderança de RH, visivelmente chateada com a pouca prioridade que os dirigentes de sua empresa estavam dando aos investimentos de gestão de pessoas. Esta frase me deixou preocupado, pois é exatamente nestes momentos de crise que estes investimentos são mais necessários. A frase revela uma enorme miopia, ou seja, a capacidade de enxergar longe.

A miopia vem principalmente dos níveis de decisão de algumas empresas, que não reconhecem as enormes e lucrativas contribuições que os investimentos em pessoas trazem às empresas. Só para citar uma das fontes, os resultados das pesquisas nas melhores empresas para se trabalhar há uma associação direta entre um bom ambiente de trabalho (fruto de investimentos na boa gestão e no desenvolvimento de pessoas) e a lucratividade destas organizações. É boa sabedoria empresarial investir em gente, pois isto representa altas taxas de retorno. As melhores ganham muito mais dinheiro! Há estudos internacionais, principalmente da Universidade de Chicago, focada no conceito de “capital humano”, mostrando este retorno. Em nossa consultoria, temos uma inovadora metodologia de Pesquisa de Clima Organizacional, que mostra correlações maiores que 70-80%, entre a motivação e o desempenho (os efeitos esperados pelos gestores) e as boas práticas de gestão de pessoas e equipes.

Se por um lado há a miopia dos níveis de decisão, há também a responsabilidade dos alguns profissionais de RH, que podem realizar investimentos não focados (que geram desembolsos sem retorno) e também pouco se preocupam em mostrar resultados visíveis de seus programas. Quando há um foco concreto e os resultados são visíveis, o reconhecimento acontece e a miopia se vai, num saudável ganha-ganha.

Pensei porque as mulheres vão toda semana fazer o cabelo e as unhas? Querem ficar bonitas, e ficam, num resultado visível, e com isto conquistam os corações masculinos. Há um resultado visível e imediato (ficar bonita) e um resultado mais adiante (que é ficar mais linda que as concorrentes e conquistar os homens). O mesmo vale para a vaidade masculina, ao comprar roupas de marca, cuidar da hidratação da pele, ou ficar com uma bela barriga “tanquinho” como resultado da academia.

Se os profissionais de RH mostrarem com mais ênfase os resultados imediatos de seus programas, fica muito mais fácil comprovar o atingimento dos resultados finais esperados: pessoal motivado, clientes e acionistas encantados, faturamento e lucratividade em alta, meio ambiente preservado. Portanto, se sua opção é “só investir naquilo diretamente ligado à Produção”, invista em gente, que esta é a melhor opção.

 

(*) Gustavo G. Boog é Fundador e Diretor do Sistema Boog de Consultoria. Conduz projetos de desenvolvimento das lideranças, processos organizacionais e coaching. E-Mail contato@boog.com.br

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