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Relacionamentos: como lidar com o término?

Gustavo G. Boog (*)

Fiquei inspirado a escrever esse artigo lendo uma matéria semanal de Yehuda Berg (www.yehudaberg.com), que classifica os relacionamentos em:

Duas vias – quando há um equilíbrio entre o que damos e o que recebemos. Aí existe uma conexão que pode e deve ser mantida

Mão única – quando damos muito e recebemos pouco. Neste tipo de relacionamento fazemos a aposta, temos a esperança, de que o equilíbrio possa ser restabelecido

Sem saída – relacionamentos que chegaram ao seu fim, mas não sabemos como terminá-los, qualquer que seja a razão

Quando sentimos que um relacionamento não nos serve mais, é tempo de terminá-lo. Isso abre possibilidades novas, não só para nós, como também para a outra parte. Isso vale para uma relação de emprego, um trato de parceria profissional, um relacionamento amoroso ou uma relação de amizade.

Em geral temos uma preocupação de como a outra parte vai se sentir, se ficará magoada, se virão retaliações posteriores. Um mundo de possibilidades fantasiosas invade nossa pessoa. Mas relacionamentos que já morreram e ainda não foram enterrados são negativos para todos. A tradicional fala de “vamos dar um tempo” muitas vezes revela o temor de enfrentar o término.

O modelo dos tipos rei – guerreiro – mago – amante nos ajuda a entender possíveis reações que poderemos encontrar ao colocarmos um ponto final num relacionamento:

Rei – tipo que tem a tendência de levar tudo para o lado pessoal. A atitude positiva desse tipo é uma boa chance de mostrar a ele novas e futuras possibilidades que se abrem: diga que você aprecia a pessoa, mas que a relação entre as partes não está sendo benéfica para ninguém.

Guerreiro – pessoas muito objetivas, determinadas e focadas. Possivelmente balancearão os ganhos e perdas do término do relacionamento e não terão grandes manifestações emocionais.

Mago – são tipos muito precisos, organizados, sistemáticos e mais voltados ao passado. Essa pessoa aparentará ser fria e impessoal, mas por dentro estará sofrendo. Evite ficar repisando incidentes do passado

Amante – tipos muito emotivos, que tenderão a ouvir mais que falar. Aqui talvez haja grandes reações emocionais, com muito choro.

Conhecendo as possíveis reações das pessoas das quais queremos sair de um relacionamento, poderemos fazer isso de forma mais focada, com menos traumas e com mais coragem para terminar aquilo que de fato já terminou. Como diz Harrison Owen, citado por Angeles Arrien, ao referir-se às quatro imutáveis leis do espírito: Quem quer que esteja presente é a pessoa certa para estar aqui; seja quando for que comecemos, é sempre o tempo certo; o que acontece é a única coisa que poderia ter acontecido; quando acaba, acaba.

(*) Gustavo G. Boog é fundador e diretor do Sistema Boog de Consultoria, atuando como Coach sistêmico, Palestrante, condutor de Workshops Comportamentais e de processos organizacionais

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