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QUERO RESULTADOS JÁ, CUSTE O QUE CUSTAR!

(*) Gustavo G. Boog

Com certeza todos nós já fomos ou somos cobrados pelas nossas chefias com esta frase. Se temos cargos de gestão, é também provável que alguma (ou muitas vezes) vez já a utilizamos, A maioria das organizações tem  missão, visão e valores estabelecidos, em geral em frases com um sentido nobre, mas a prática do dia-a-dia às vezes é diferente. Se o comportamento dos gestores não se alinha com o direcionamento desejado, se falta coerência entre o falar e o fazer, todos vêem que o discurso é lindo, a prática nem tanto …

 

Toda organização, em qualquer tipo de atividade, precisa de resultados para sobreviver e se desenvolver. Isto não está em discussão. A missão, visão e valores dão o sentido e direção, e os resultados são a sua realização concreta. Resultados muitas vezes se confundem com resultados financeiros, com lucratividade. Sem resultados tangíveis a existência da organização não se justifica: se ela não gera resultados, ou morre ou alguém tem que pagar esta conta.

 

Os problemas começam quando os resultados se tornam a única dimensão de avaliação. Isto gera inúmeros problemas. Nestes últimos tempos em algumas revistas semanais e de negócio surgiram reportagens denunciando grandes empresas de tratamentos abusivos e práticas desleais de negócios. Estas manifestações corroem e desgastam a imagem e os próprios resultados das empresas. Nos relacionamentos que as pessoas tem com seus amigos, família e parentes forma-se a imagem de que aquele “não é um bom lugar para se trabalhar”. E isto vai se ampliando: comunidades rejeitam a entrada de redes de supermercados que acabam com os empregos locais, excesso de horas extras sem remuneração, nenhuma atenção para a qualidade de vida do pessoal, práticas de imposição de preços que exterminam fornecedores (que são logo trocados por outros), posturas arrogantes do tipo “eu mando, eu posso tudo”, treinamentos de equipes de venda em que os concorrentes (inimigos) são exterminados com baionetas, humilhações e assédio moral com vendedores que ficam abaixo de suas metas, etc.

 

Se em última instância os acionistas querem bons dividendos a cada três meses, se a Diretoria quer que os números sejam alcançados “custe o que custar”, a mensagem enviada às pessoas é: ” este é o número que você precisa alcançar, te vira”. As pessoas fazem exatamente o que as chefias pedem, perdendo totalmente o senso de como isto é alcançado. E aí entra o “vale tudo”. Na raiz deste comportamento estão:

 

  • Foco exclusivo em resultados
  • Foco exclusivo no curto prazo

 

Os gestores devem buscar desempenho e resultados de suas equipes, mas devem igualmente construir um ambiente de desenvolvimento das pessoas, motivação, participação e inovação. As organizações estão descobrindo a estratégica e vital importância da dimensão humana no trabalho, na atuação de lideranças com comportamento sustentável, na atenção às relações com a comunidade e com o meio ambiente, no impacto amanhã das decisões de hoje. E descobrem que estes elementos, ao invés de diminuírem os resultados, geram aumentos que se sustentam no curto, médio e longo prazo. QUERO RESULTADOS JÁ, CUSTE O QUE CUSTAR! é uma postura que acaba custando caro demais para as organizações, para a comunidade e para as pessoas.

 

(*) Gustavo G. Boog é Consultor e Terapeuta Organizacional, conduz projetos de elevação da competência pessoal, grupal e empresarial. Fone (11) 5183-5187 E-mail contato@boog.com.br Site www.boog.com.br.

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