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POR UMA EVOLUÇÃO DO TEATRO CORPORATIVO

Eduardo Vasconcelos e Rogério Passos

Grande parte das corporações nos últimos anos descobriu e agregou ao seu Recursos Humanos e Marketing uma das mais eficazes ferramentas de penetração e apreensão de conceitos e informação: o TEATRO.

 

O uso da dramatização na verdade não é um recurso recente para o aumento da motivação e da produtividade humana. A representação teatral foi (e é) ferramenta de aceleração evolucional do Homem, se não desde sempre, ao menos desde o início de sua era moderna.

 

Na Grécia arcaica, rituais “dramáticos” mobilizavam povos inteiros para a agricultura e através de sua poética firmava posições diante de valores da época.

 

O Clero medieval para evangelizar levava às portas das igrejas “autos” religiosos de extremo apelo didático.

 

Na Itália do século XVI comerciantes de feiras-livres utilizavam da representação humorística, musical e acrobática para atrair os transeuntes e aumentar as suas vendas.

 

No Brasil padre José de Anchieta ensinava o cristianismo aos índios através das representações dos “autos jesuítas”.

 

Na Renascença (o Homem como medida de todas as coisas) as grandes casas senhoriais e a Realeza contratavam seus próprios atores em substituição aos antigos menestréis para que nas datas especiais encenassem peças que transmitissem mensagens especialmente escritas para a ocasião.

 

Enfim, a representação teatral vem durante séculos mostrando-se parceira nas transformações da humanidade e neste século XXI vem redescobrindo uma de suas funções atuando na sociedade de mercado corporativo, atrelando a este maior caráter humano e lúdico.

 

Nos últimos 15 anos, estabeleceu-se uma linguagem própria deste tipo de teatro. Uma forma “didática” onde o conceito é transmitido tendo como suporte uma história, uma “roupagem”, na maioria das vezes cômica, que o envolve não necessariamente agregando-o à ação propriamente dita do drama.

 

Sem sombra de dúvida, uma etapa importante no processo evolutivo do Teatro Corporativo que o colocou definitivamente como ferramenta de treinamento, os profissionais hoje em dia não têm dúvidas na força de comunicação deste tipo de ação.

 

Mas tal linguagem chega na primeira década deste século em busca de um salto qualitativo, uma transformação do didatismo racional, o moralismo que define o que é o bem e o mal, para um didatismo intuitivo. Aliás a intuição é o grande tema de estudo do momento, a porta de percepção para tomadas de decisão dentro das próprias corporações.

 

E o que caracteriza este didatismo intuitivo?

 

  • A quebra do maniqueísmo;

 

  • Conclusões a partir da experiência pessoal;

 

  • Informações transformadas em ações;

 

  • Conceitos comunicados através de comportamentos;

 

  • O uso do subtexto como canal de informação;

 

  • A comunicação explorada através dos sentidos (visão, audição e porque não tato, paladar e olfato) de forma não racional.

 

Em resumo, um teatro que não “entregue de bandeja” os conceitos mas que leve o espectador a refletir e tirar suas próprias conclusões, ou seja, descobrir a “verdade” dentro dele mesmo.

 

Nesse sentido, o espetáculo “ENTRE NÓS – A INSUSPEITADA ALEGRIA DE CON-VIVER” recém lançado pela Boog & Associados em parceria com o Grupo Labirintho, que se mescla, integra-se à palestra “RELACIONAMENTOS” de Gustavo e Magdalena Boog é a mais nova realização na busca deste “salto”, o início de um caminho longo, de muito trabalho, mas absolutamente prazeroso que tem como preceito básico o conceito de que o outro, o desconhecido, não é errado, é apenas diferente.

 

E viva o Teatro! E viva a celebração da vida!

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