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PLANEJAR E AGIR

Edward Zvingila

Uma das atividades desenvolvidas pelo Eco Training trabalha o planejar e o agir, qual a necessidade de um planejamento para objetivar metas dentro de prazos estabelecidos. Uma realidade urgente no mundo dos negócios

O que é objetivar metas? Primeiro vamos estabelecer o que é uma meta. Meta é um marco onde se pretende chegar, sinal que indica ou demarca o ponto final de um processo.

Sexta-feira, durante um treinamento, estávamos sentados no alpendre do Abrigo Rebouças no Parque Nacional de Itatiaia. Foram dadas duas opções para o grupo: chegar ao topo do Pico das Agulhas Negras ou do Pico das Prateleiras. Coube ao grupo definir qual era a meta a ser alcançada naquele dia, com aquela equipe,  naquele momento. O critério de escolha foi determinado pelo grupo, segundo intenções pessoais, curiosidade, recompensa, dificuldade, experiência. O grupo determinou a meta e neste momento gerou um comprometimento de toda a equipe. Afinal, a escolha foi uma decisão coletiva.

Para determinar a meta, o grupo teve que ponderar sobre vários aspectos que até então não faziam parte do universo de decisões e percepções de cada um. A caminhada para o “Agulhas” é mais longa, todos avaliaram se estavam preparados, condição física, roupas, alimentação, calçados, capa de chuva.

A regra determinada pelo Eco Training era que todos deveriam chegar ao mesmo tempo. A equipe do Eco Training é responsável por toda segurança necessária para o cumprimento da meta, mas como chegar lá é uma tarefa do grupo. Foi disponibilizado todo equipamento necessário, cartas topográficas, bússolas, GPS (Sistema de localização por satélite), equipamento de segurança. Todas as instruções de utilização de cada equipamento foram dadas na noite anterior.

Determinar uma meta não é a garantia de que ela irá se cumprir, para isto é necessário um bom planejamento. Não que não se conseguiria chegar a esmo, acertando e errando, é que o planejamento facilita as coisas, permite intervenções e avaliações periódicas, rearranjos, novas metas e outros planejamentos.

Objetivar algo é torna-lo real. Objetivar uma meta é fazer com que ela se realize, e a forma de fazer com que uma meta se objetive é através de um bom planejamento.

O grupo começou a planejar a caminhada. A perspectiva era de caminhar a uma velocidade média de 4 km por hora e um tempo previsto de 4 horas para ir e voltar. Pontos foram marcados para que cada pessoa se rodiziasse na condução do grupo e na utilização dos aparelhos de localização.

Prazos são espaços de tempo determinados, períodos com os quais convivemos. Cumprir um prazo também é uma meta.

Iniciamos a caminhada com destino ao Pico das Agulhas Negras, em meio a uma natureza exuberante e um clima ameno.

Uma coisa que deve permear todo planejamento é a objetividade, ou seja, a capacidade individual de tornar real aquilo que se concebeu no espírito e o quanto da objetividade individual está em harmonia com o grupo.

Após uma hora de caminhada um erro de leitura e na bússola desviou o grupo de sua meta. Um caminho que ninguém tinha escolhido fruto de um erro individual que refletiu no compromisso da equipe com a meta. O que fazer? Em um primeiro momento o sentimento geral foi de raiva, desesperança, culpa. Mas nada disto iria levar o grupo à sua meta.

Todos juntos novamente. Onde erramos, ao invés de achar culpados isolados. Identificado o local do desvio, o grupo retornou ao ponto e aí com as coordenadas corretas prosseguiu seu caminho.

A quantidade de situações a que estamos sujeitos em uma caminhada é enorme, todas elas exigem decisões rápidas, espírito de equipe, liderança e um sistema de comunicação eficiente, levando à readequação dos prazos, a novos compromissos individuais e novos planejamentos.

Achar que não teremos imprevistos é prepotência e compromete a objetivação da meta. Alguns imprevistos que foram listados pelo grupo durante o “Fogo do Conselho”:

  • Paradas para banheiro.
  • Paradas para descanso.
  • Medos individuais.
  • Erro de leitura de cartas e mapas.
  • Erro de leitura dos instrumentos.
  • Diferenças na velocidade de caminhada dos participantes.
  • Falta de objetividade.
  • Devaneios (válidos, mas deveriam estar planejados).
  • Mudança no clima.
  • Achar que sabe, quando não  sabe.
  • Saber, não ter segurança do que sabe, portanto não se comprometer.
  • Não compartilhar.
  • Falta de comprometimento.

Com todos os imprevistos o grupo alcançou a meta em um tempo maior do que havia planejado, levando dali uma boa carga de coisas para pensar, principalmente, de como as situações são semelhantes e do quanto esta caminhada serviu de diagnóstico para firmar compromissos de mudança.

 

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