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Os três princípios sistêmicos:

Inclusão e pertinência 

Gustavo G. Boog (*)

O terceiro princípio nos diz que todos os elementos que compõe um sistema devem ser incluídos. Deve haver o sentido do “eu pertenço”, “eu me sinto parte”. Isto é válido tanto para pessoas como para conceitos abstratos, como valores da organização. Reconhecer contribuições passadas não significa uma volta ao passado, mas sim abrir um espaço intelectual e emocional para saber que elas existiram em outra época, tiveram seu papel e agora abrem espaço para que novas abordagens surjam. Assim, ocorre a inclusão e o sistema fica livre para seus novos caminhos.

Cabe lembrar que pertencemos a muitos sistemas, o que gera tensões: um exemplo clássico é a tensão entre a família e o trabalho. Dentro das organizações também pertencemos a diversos sistemas, que têm interesses nem sempre convergentes. O melhor para o meu trabalho profissional talvez não seja o melhor para a minha equipe. O melhor para uma Unidade de Negócios talvez conflite com o melhor para o sistema organizacional geral.

Um exemplo bastante comum no contexto das organizações é quando, por exemplo, um chefe é demitido por motivo injusto. Ele passa a ser um “excluído”, seu nome não é mais pronunciado e retirado de todas as listas. Se esta saída não for tratada de forma adequada, é muito provável que seus sucessores tenham pouco êxito em substituir o demitido, e durarão pouco tempo no cargo. Mais uma vez citando Jan Jacob Stam: “O que algum dia foi útil e importante, quando reconhecido, pode se tornar uma boa força para que novos conceitos e desenvolvimento aconteçam”.

 

(*) Gustavo G. Boog é Diretor da Boog & Associados, consultor e terapeuta organizacional, desenvolve projetos usando a abordagem sistêmica de constelações. este texto foi inspirado em Jan Jacob Stam e Cecílio Fernandez Regojo.

 

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