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Os três princípios sistêmicos:

Equilíbrio entre o dar e receber 

Gustavo G. Boog (*)

O funcionamento de um sistema fica afetado se não existir um equilíbrio entre o dar e o receber. Sempre que alguém recebe mais ou menos que o devido, temos uma dificuldade que clama a volta do equilíbrio. Este é o segundo princípio. Se alguém recebe pouco pelo muito que está dando, ou busca uma nova posição que lhe assegure maior equilíbrio, ou baixará seu desempenho em “dar”, visando novamente a um equilíbrio.

Se contratamos alguém para determinado projeto e o valor da remuneração não é equilibrado, podemos ter como certo o surgimento de problemas: aquilo que dou não é compatível com aquilo que recebo. E este sentimento vale tanto para aquele que paga pouco pelo muito que recebe, como para o que dá muito e recebe pouco. Isto vale para todas as situações de relacionamento: um membro da equipe usufrui os sucessos de seu grupo, mas pessoalmente contribui muito pouco; o jogador de futebol que recebe o título de “equipe campeã”, mas que se sente mal por ter jogado muito pouco; o sindicato que se sente mal por ter “engolido” cláusulas inadequadas para seus representados. O eleitor que se sente indignado por promessas não cumpridas pelos seus governantes. A lista é infindável…

Poderemos ter desequilíbrios momentâneos, mas que buscarão posição de novo equilíbrio mais para frente. Posso fazer a troca de receber algo hoje, por exemplo, uma bolsa de estudos, com o compromisso de aumento de desempenho mais para  frente. Fazemos concessões ao desempenho de um funcionário que tenha alguém doente em sua família, com a expectativa de que compensará a empresa mais para frente. Quando isso não ocorre, quando as expectativas não são cumpridas, o equilíbrio entre o dar e receber fica afetado e o sistema encara dificuldades.

Sempre que damos gratuitamente algo, afetamos a dignidade de quem recebe. O princípio do equilíbrio também influencia o sentimento de justiça ou injustiça: trabalhadores fazendo iguais tarefas recebendo valores diferentes, por exemplo, devido ao protecionismo. Alguém na empresa familiar produz pouco mas recebe o dobro dos outros, pois é membro da família.
No próximo apresentaremos a continuação dessa série

(*) Gustavo G. Boog é Diretor da Boog & Associados, consultor e terapeuta organizacional, desenvolve projetos usando a abordagem sistêmica de constelações. este texto foi inspirado em Jan Jacob Stam e Cecílio Fernandez Regojo.

 

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