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O VERDADEIRO ENCONTRO

Victoriano Garrido Filho

Tudo começou quando encontrei um ex-colega “Você vai ao nosso jantar de comemoração dos 28 anos, que concluímos o segundo grau no Vieira? “Tomei um susto!“ Como o tempo pode passar deste jeito, sem cerimônia e sem aviso prévio e a gente nem se dar conta?”.

Depois de digerida a notícia, veio a expectativa da semana. Tentei alertar meus filhos para viverem o momento presente, de como a vida é rápida, mesmo sabendo que eles teriam que descobrir isto sozinhos. Vivi também a expectativa da espera.  Claro que um colega ou outro, a gente acaba encontrando, mas haveria gente lá que eu tinha visto com 17 e iria ver agora com 45 anos. Que coisa doida a vida e a sua relação com o tempo! 

Cheguei meio emocionado, como quem vai ao encontro de sua história. As lembranças iam chegando de mansinho, colegas que nem lembravam que eu existia e outros que vinham ao meu encontro com um sorriso generoso, para meu deleite.  Como é forte a necessidade do ser humano de pertencer e ser reconhecido como membro de um grupo e ao mesmo tempo se sentir único e especial.

Que mudança! Ontem éramos jovens, nos sentíamos “donos do mundo” e hoje fomos transformados em distintos pais de família, como a confirmar aquela música do Legião Urbana “Somos iguais aos nossos pais”. Nomes pomposos de executivos poderosos, médicos de renome e outros profissionais de valor, resumidos, por uma noite, a engraçados apelidos. Um que eu chamei pelo nome, me corrigiu no ato, exigindo o direito de ser chamado pelo codinome que o apelidávamos na época.

Foi uma noite para ficar na história, noite de rever antigos colegas, o amor platônico que me deixava sem ar, mas o verdadeiro encontro ainda estava para acontecer e nem tinha caído a ficha para mim ainda. O verdadeiro encontro que teria era comigo mesmo, como a confirmar a frase de Osho “A cada tempo a gente é um”.

neste encontro meio que prestação de contas, do meu verão com meu outono, pude então confrontar sonhos e as dores e as delícias de minhas escolhas. E ai, cara a cara, pude perguntar para meu passado “Gostou no que se transformou?” Para até ter humildade de dizer  “Se não, desculpe! Foi o melhor que pude fazer”.

Ainda bem que temos, eu e meus colegas, pelo menos teoricamente, mais 28 anos. Que possamos, então, continuar nossa caminhada, integrando estas duas personalidades, entendendo que nesta diversidade reside nossa beleza e que, apesar das distrações e dos supérfluos que a vida nos apresenta, possamos ser fiéis a aquilo que sempre nos é essencial em qualquer fase da vida, ser feliz.

Victoriano Garrido Filho – Site: www.vgarrido.com.br - Fone (71) 9964-7165

 

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