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O MEU EVEREST PESSOAL

Gustavo G. Boog

Recentemente assisti uma palestra com Waldemar Niclevicz, um paranaense que levou a bandeira brasileira ao pico do Everest. Dele recebi um farto material de reflexão, que compartilho com nossos leitores.

Waldemar começa perguntando: você é um bom alpinista? Os bons alpinistas começam suas atividades nos vales, onde tudo é bonito, com lindos rios, flores e frutas. A sedução do fundo dos vales faz com que muitos sequer tentem uma escalada. O pico nas alturas é um desafio, um objetivo a ser alcançado, um triunfo a ser conquistado. É um convite para mobilizarmos os nossos potenciais, para nos elevarmos, para sermos pessoas que fazem a diferença.

O verdadeiro alpinista foca seu objetivo e… se prepara: deve planejar, treinar, formar uma equipe e se preparar física, emocional e espiritualmente para a jornada, que não é para ser feita sozinha. Ficar seduzido pelo desafio e ir indo  afoitamente, sem preparativos, é o caminho certo para o fracasso. Quantos pequenos e grandes projetos não naufragam por falta de preparo?

Waldemar fala muito de se contemplar a imponência da grande montanha, de respeitá-la, e de respirar fundo e dizer para si mesmo:EU VOU CONSEGUIR! Não é uma relação de competição, mas de convivência harmônica com a montanha.

Os obstáculos vão surgir na escalada. Virão abismos, avalanches, pedras soltas e paredões. Isto faz parte da montanha, e estão aí para serem superados. São um teste para a nossa determinação. São um convite à criatividade e à tenacidade, e não para a desistência. Tempestades e nevascas passam, não duram para sempre. Há momentos em que se deve retroceder: poderão existir muitas tentativas, e a persistência deve ser invocada e praticada.

O Pastor Hermann Wille nos lembra que nas escaladas um equipamento fundamental são os grampos encravados nas paredes íngremes da montanha e os mosquetões que possibilitam a movimentação dos cabos que garantirão o sucesso na subida e na descida. Isto nos lembra da importância dos pontos de apoio que precisam existir ao longo da jornada. Se eles não existem, precisam ser colocados. Saber que estes pontos existem, colocados agora ou colocados em alguns lugares num passado distante, assegura as condições para continuarmos, são os referenciais que nos darão a orientação e apoio. Em certos momentos, quando estamos verdadeiramente pendurados sobre um abismo, tudo depende destes grampos estarem firmemente colocados na rocha e da nossa competência em utilizá-los corretamente.

Os muitos membros da equipe da escalada devem ser respeitados e valorizados: cada um é essencial para assegurar a chegada ao topo. Nas escaladas os alpinistas estão todos unidos com cordas, cada um assegurando a sobrevivência de todos os outros. Isto exige muita coordenação e espírito de equipe.

Do alto da montanha a perspectiva é outra, a visão é clara, límpida e ampla. Mas para isto a escalada teve que ser feita. O comprometimento com as metas é fundamental, assim como ter os melhores equipamentos disponíveis. O insucesso numa das escaladas ao K2 se deveu a uma frasco de oxigênio de qualidade duvidosa. Este pequeno detalhe inviabilizou todo um projeto que levara anos a ser preparado.

Chegar ao topo do mundo é atingir o sonho da sua vida. Waldemar ressalta que cada um de nós deve ter muito claro qual é este sonho: onde está o teu Everest? Você conhece exatamente onde quer chegar? Quando existe a força emocional e o equilíbrio, não há montanha no mundo que não possa ser escalada. Há relatos de uma pessoa com 64 anos de idade, assim como um cego e uma pessoa sem uma perna que escalaram o Everest.

EU VOU CONSEGUIR!

Perguntas para reflexão:
•    Onde você está hoje: no fundo do vale? Na escalada? No topo?•    Qual é o sonho da tua vida? Ele é claro, preciso, atingível?

•    Qual é o teu grau de preparo frente ao desafio? Como está o teu planejamento? Treinamento? Trabalho em equipe?

•    Você se preparou física, emocional e espiritualmente para a jornada? Você consegue dizer eu vou conseguir! com total convicção?

•    Qual a tua postura frente aos objetivos: competição ou cooperação?

•    Como você reage frente aos obstáculos que surgem no caminho?

•    Quais são seus pontos de apoio, os grampos que apoiarão a sua escalada? Você está preparado para usar estes apoios? Desenvolveu esta competência?

•    Como está o espírito de equipe? Há uma visão comum do objetivo? Que laços unem a equipe?

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