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O LÍDER COMO GUIA

Caminhante, não há caminho,
o caminho se faz ao caminhar
Antonio Machado y Ruiz, poeta espanhol.

Gustavo G. Boog

Gosto muito de caminhar, pois além de curtir novas paisagens e novas pessoas, isso me ajuda a relaxar, a refletir e a entrar em contato com meu interior. Já tive oportunidade na vida de fazer longos percursos a pé, o que sempre foi uma experiência positiva para mim. Os caminhos me inspiraram a fazer um paralelo, uma conexão entre os guias dos caminhos e os chefes nas organizações. Quais são elas?

•    Qual o destino, o que queremos alcançar? A visão antecipada do objetivo a alcançar, do destino, gera um altíssimo grau de motivação e entusiasmo; se o guia e o caminhante concordam sobre onde querem chegar, tanto melhor. O guia tem um papel de inspirador, estimulador, encorajador, atitudes importantíssimas para a motivação, complementado com dicas que ele dá sobre o caminho, sobre o que fazer e o que não fazer, sobre como superar os momentos difíceis•    O percurso deve ser prazeroso: o caminhar pode ser difícil e desafiador, mas deve haver um sentido de realização e atingimento de metas. Caminhar num ambiente poluído, sujo, é desagradável e altamente desmotivador. As tecnologias “limpas” e verdes nas organizações fazem com que o ambiente de trabalho seja organizado, limpo, e agradável.

•    No caminho teremos pedras, chuva, lamaçal, nevoeiros, subidas e descidas, abismos: as adversidades fazem parte de todos os caminhos, assim como na vida organizacional. Surgirão sempre obstáculos, mudanças de planos, clientes querendo outras coisas, colegas dizendo que isto não havia sido combinado, esforços extras, chefe dizendo que você não entendeu nada etc. O guia alerta para os perigos, e sendo mais experiente, já percorreu este caminho ou caminhos assemelhados, e sabe das armadilhas que existem e como evitá-las

•    O caminho precisa de sinalização e de pontos de descanso e recuperação: o caminhante precisa de indicadores que mostram que estamos no caminho certo, bem como de intercalar o caminhar com o descansar. É sempre positivo ter pontos de parada ao longo do caminho, que não só possibilitam o reabastecer-se, como são indicadores de progresso da caminhada, de referências do progresso feito.

•    O guia vai junto com os caminhantes: ele pode ou não ter feito o caminho antes, ele tem mais experiências e conhece as dificuldades, ele está preparado, ele já vivenciou outros caminhos. O guia não caminha pelo caminhante. Aliás, ninguém pode fazer o caminho por você, o guia pode fazer o caminho com você.

•    Quando o caminhante comete um erro, como o guia o corrige de forma positiva: erros sempre acontecem e é preciso arcar com as consequências. O papel do guia deve ser de evitar outros erros e minimizar os efeitos do erro. Se o guia quer mostrar o quanto ele é bom e o outro é errado, não ocorre um aprendizado efetivo e gera-se muita mágoa, raiva e outros sentimentos negativos

•    O guia deve ter otimismo, apostar que vai dar certo: vejo muitos guias que parecem torcer para que tudo dê errado, só para mostrar que ele é que está certo. O tom de voz, a gesticulação deve ser de calma, pois ao contrário só se mostra irritação

Quando o líder age positivamente como um guia, podemos estabelecer uma ligação direta, confirmada estatisticamente em nossas Pesquisas de Clima Organizacional, entre:

Quando nosso guia age corretamente, cria-se a mágica da liderança, que inspira e mobiliza as pessoas. É assim que os chefes se transformam em líderes, deixando de ser apenas uma “caixinha hierárquica” na estrutura da organização. Grandes líderes apoiam suas equipes com algumas dicas que destacamos:

•    Tenha visão clara do que quer alcançar – defina onde quer chegar, em quanto tempo, qual o melhor caminho, quem pode te apoiar•    Estabeleça pontos intermediários de apoio – muitas vezes o caminho é longo e ter etapas, ter pontos intermediários é fundamental

•    Um passo de cada vez/ ajuste o ritmo – como diz o dito popular, o passo não pode ser maior que as pernas. O ritmo deve ser adequado à realidade que a pessoa vive

•    Prepare-se/ treine/ torne-se competente – a competência é fruto de investimentos que faço nos conhecimentos e habilidades. Não é algo que cai do céu. Quando vemos um malabarista nos encantando num espetáculo, mal sabemos quantas horas por dia ele treina para ter esse desempenho excelente.

•    Trabalhe em equipe/ converse mais – ter amigos na caminhada é fundamental, pois deles pode vir o estímulo nos momentos em que tendemos a fraquejar. E nós podemos também apoiar os outros

•    Enfrente vales e picos/ supere medos – os caminhos novos naturalmente nos dão medo. Há vales e picos, que precisam ser enfrentados. Mas que podem ser superados

•    Essencial x supérfluo – o que é fundamental para você? Sabendo disso, nós nos livramos de muito “peso inútil” de nossas mochilas que precisamos na caminhada

•    Você está a serviço de uma causa maior – quando nos conectamos que estamos a serviço de causas maiores, nos sentimos energizados e motivados a prosseguir

PARE DE FALAR:  VÁ LÁ E … FAÇA !!! – os planos são importantes, mas o caminho é feito ao caminhar

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