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O JARDIM E O JARDINEIRO: 
Uma metáfora sobre o sucesso nas organizações 

Gustavo G. Boog

Quando ando em minha querida cidade de São Paulo vejo com tristeza o quanto temos de carências, principalmente de manutenção. Ruas são asfaltadas, mas em pouco tempo estão esburacadas. Belos jardins são implantados, mas a grama cresce, o mato se espalha, as plantas secam. Edifícios são construídos, mas a pintura com o tempo vai se desgastando. E assim por diante. O que falta? A construção e a implantação têm sua grande importância, mas a manutenção é fundamental para que o que foi construído e implantado não se perca.

As organizações são seres vivos, e como tal nascem, crescem, se desenvolvem, murcham e morrem. Empresas de sucesso há 20 anos hoje estão esquecidas. Gosto especialmente de me referir aos jardins e aos jardineiros como uma metáfora do que acontece nas organizações. Como Consultores, somos chamados para “implantar um jardim” ou “reformar o jardim”: é a implantação de um novo sistema de gestão de pessoas, é a condução de palestras motivacionais, é a realização de uma Pesquisa de Clima Organizacional ou de um Mapeamento 360º, é o atendimento a profissionais com o coaching, é a concretização de um programa de desenvolvimento dos gestores. Esta é a fase da construção, da reforma, da revitalização do jardim, fundamental para que os objetivos pretendidos sejam atingidos, no curto, no médio e no longo prazo.

Quando o jardineiro é competente, os resultados imediatos sempre são altamente positivos: o jardim fica lindo, as flores estão no seu auge, o gramado está aparado, as árvores e arbustos verdes e saudáveis. Da mesma forma, os Consultores trazem resultados altamente positivos aos clientes, quer sejam organizações, quer sejam equipes ou ainda pessoas individualmente. O que foi projetado foi implantado e está funcionando bem.

Mas aí vem a necessidade do acompanhamento, das ações preventivas e corretivas, do cuidado constante. Tudo o que é vivo se transforma, e deve se transformar para continuar vivo, segundo o mestre Jung. No jardim o mato começa a crescer, as regas não são feitas com a periodicidade necessária, os galhos crescem de forma indesejada, a terra fica dura, o efeito dos fertilizantes acaba, os insetos invadem. Em poucas semanas, aquilo que era lindo, arrumado, eficaz, vai perdendo a sua vitalidade, e as forças da sombra, da destruição vão acabando com tudo o que foi feito anteriormente. E quando o dono do jardim se dá conta, terá que investir muito dinheiro para ter novamente o jardim dentro de suas expectativas. Com certeza precisará de muito mais dinheiro agora do que teria investido na  manutenção periódica.

Da mesma forma são os processos organizacionais: devem e precisam ser implantados e reformados, mas o acompanhamento, a avaliação de progresso, as ações preventivas e corretivas, enfim, a manutenção é fundamental. Vejo programas de treinamento terem seus efeitos diminuindo ao longo do tempo por falta destes cuidados; Pesquisas de Clima são realizadas, mas sem implantação de medidas dela decorrentes; o coaching é conduzido em poucas sessões e depois não são continuados. Muito do que se investiu é perdido por falta de manutenção. A avaliação de benefícios e de custos mostra-se muito mais vantajosa quando há um bom equilíbrio entre o implantar e o manter. Este é o desafio, não deixar o jardim por conta das forças destrutivas.

 

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