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Novos caminhos para a gestão de pessoas 

                                                                                                                                                                                           Gustavo G. Boog (*)

Vivemos numa época em que tudo muda, de forma rápida, crescente e radical. No Brasil estamos passando por uma importante transição, com novos rumos para as empresas e as suas formas de gerenciamento. É preciso alargar a  consciência do enorme processo de mudança planetária que está acontecendo, numa profunda transformação de paradigmas. É uma mudança tão ampla, que exige que sepultemos formas antigas de agir e  nos voltemos inteiramente para as novas. A empresa e o gerente que não fizer isso, não vai sobreviver. Hoje estamos sendo exigidos por um enfoque muito mais voltado à cooperação e parcerias,  e nós não estamos muito bem familiarizados com isso…

 

O velho paradigma mecanicista valorizou o nosso hemisfério cerebral esquerdo, que é o lado lógico, racional e quantitativo. Hoje precisamos do paradigma holístico, da parceria, que busca a integração dos dois hemisférios cerebrais, onde a qualidade, a intuição e os sentimentos estão lado a lado do racional. Um Gerente que age no paradigma antigo, vai ser “durão”, dá ordens, exige obediência completa, é o dono da verdade. O Gerente Holístico vai buscar seus resultados com o trabalho de equipe, num estilo mais aberto e participativo e com o partilhar do poder decisório. Esse é o “pulo” que precisa ser dado!

Paradigmas em transição

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A WBA – World Business Academy, com sede em San Francisco, nos EUA, destaca a importância das empresas como a mais forte e poderosa instituição a nível  mundial e a única capaz de efetivamente conduzir, apoiar e liderar os processos de transformação em curso. A empresa moderna, dentro do novo paradigma holístico deve ter o equilíbrio entre as dimensões “resultados”, “pessoas” e “inovação”. É aí que entra a “gestão de pessoas”.

 

As mudanças de paradigmas também levam a uma maior flexibilidade da identidade individual, o que está influenciando decisivamente a forma como as pessoas percebem seu lugar nas organizações. Os novos paradigmas conduz as áreas de RH a repensar tanto a sua função quanto a sua estrutura para que consiga não apenas se adaptar as mudanças , mas  principalmente funcionar como elemento facilitador para que estas se concretizem e sejam bem assimiladas. A estrutura do RH deve ser “enxuta”, contando com poucos profissionais, porém extremamente competentes em suas funções. O novo foco de RH é o cliente interno, que deve ter suas necessidades não apenas atendidas mas freqüentemente superadas, em decorrência de uma postura que não apenas visualiza o presente mas principalmente o futuro da organização. Para não concentrar responsabilidades, criam-se programas que incentivam cada Gerente  a se tornar também um Gerente de RH. O Processo de Qualidade & Produtividade é liderado por RH, pois o sucesso da sua implantação depende do desenvolvimento de habilidades humanas, gerando capacitação e comprometimento.

 

O grande desafio de RH é deixar de ser imprescindível, descentralizando as atividades de desenvolvimento organizacional e humano. Paradoxalmente, ao invés de ter suas atividades diminuídas, RH se torna o centro de apoio e de serviços, não mais de forma paternalista mas engajada no espírito de autonomia e emancipação. Para tornar cada Gerente num Gerente de RH  é preciso preparação através do desenvolvimento de habilidades , de informações sobre a atuação do sistema de RH e de capacitação no gerenciamento das crenças e valores básicos da organização. Para estar próximo aos clientes, é necessário que a equipe de RH saia dos limites usuais  e interaja “in loco” com cada área, enfatizando o trabalho de campo.

 

Nós vivemos numa época ao mesmo tempo difícil, mas também maravilhosa, pois a atuação pessoal de cada um vai fazer muita diferença para o futuro. Temos que ampliar a nossa visão de tempo, deixando de ser tão imediatistas. É preciso sair do pântano do urgente para fazer o que realmente é importante. É colocar em prática o “pense globalmente, mas aja localmente”. Por fim, ter sempre os pés no chão e a cabeça nas alturas, pensando grande e alto, mas fazendo a conexão com o coração, com sentimentos e com amor.

 

(*) Gustavo G. Boog é Consultor e Terapeuta Organizacional , Diretor da Boog & Associados,  dedicado a projetos de desenvolvimento da competência organizacional, gerencial e individual. Professor na FGV/SP e PUC/PR. Autor de diversos livros de “management”, entre os quais “Manual de Treinamento e Desenvolvimento” e “O Poder dos Florais no Trabalho”.

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