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NÃO DESISTA! 

(*) Autor desconhecido

Vôo sublime, elevado, não acontece por acaso. É resultado de um esforço mental árduo, é preciso que a pessoa pense com clareza, com coragem e muita confiança. Jamais alguém deslizou para fora da mediocridade à maneira de uma lesma preguiçosa. Todos quantos conheço, modelos de alto nível de excelência, ganharam a batalha da mente e mantém cativos seus pensamentos corretos. Entretanto, há riscos. Estes indivíduos escolheram cumprir o papel de uma pena ativa da qual flui a tinta, em vez de um passivo mata-borrão, onde se assenta e absorve o que outros realizaram; ele decidiram intrometer-se pessoalmente na vida, em vez acomodar-se, franzir as sobrancelhas, apenas observando-a minguar, tornar-se um regato e, finalmente, estagnar-se.

O mundo está cheio de pessoas que desistem facilmente. Ficam sentadas, de braços cruzados, carrancudas, de olhar cético. Tem determinação efêmera. Suas palavras favoritas são:

Para que tentar? … vamos desistir … não podemos fazer isto … ninguém consegue realizar coisas assim …

Elas perdem a maior parte da ação, para não mencionar o divertimento! Decoram as regras, mas suas mentes são fechadas para as possibilidades novas, criativas. À semelhança de rato de esgoto, o mundo delas limita-se a um diâmetro apertado, feito de “não vou fazer”, “não vou conseguir”, “não posso, desisto”.

Contudo, de vez em quando, tropeçamos com algumas pessoas de espírito cheio de vitalidade, que decidiram não viver nos pântanos do “status quo”, pessoas que não fugirão do medo de ser diferentes, embora os outros sempre venham a dizer: “Isso não pode ser feito”. Os que miram alto são águias de vontade forte que se recusam a ser perturbados pelo negativismo e ceticismo da maioria. Jamais usam palavras: “É melhor a gente desistir!” São exatamente as mesmas pessoas que crêem que a mediocridade deve ser enfrentada. Essa confrontação inicia-se na mente, o canteiro germinal de possibilidades ilimitadas, infinitas.

Contam que certo homem estava perdido no deserto, prestes a morrer de sede. Foi quando ele chegou a uma casucha velha, uma cabana desmoronando, sem janelas, sem teto, batida pelo tempo. O homem perambulou por ali e  encontrou uma pequena sombra onde se acomodou, fugindo do calor do sol desértico. Ao olhar ao redor, viu uma bomba a cinco metros de distância, uma velha bomba de água bem enferrujada. Ele se arrastou até ali, agarrou a manivela e começou a bombear, a bombear sem parar. Nada aconteceu.

Desapontado, caiu prostrado, para trás. E notou que ao seu lado havia uma velha garrafa. Olhou-a, limpou-a, removendo a sujeira e o pó, e leu um recado que dizia: “Você precisa primeiro preparar a bomba com toda a água desta garrafa, meu amigo. P.S.: Faça o favor de encher a garrafa outra vez antes de partir”.

O homem arrancou a rolha da garrafa e, de fato, lá estava a água. A garrafa estava cheia de água! De repente, ele se viu em um dilema. Se bebesse aquela água, poderia sobreviver. Mas se despejasse toda aquela água na velha bom enferrujada, talvez obtivesse água fresca, bem fira, lá do fundo do poço, toda água que quisesse. Ou talvez não.

Que deveria fazer? Despejar a água na velha bomba e esperar vir a água fresca, fria, ou beber a água da velha garrafa e desprezar a mensagem?

Deveria perder toda aquela água, na esperança de conseguir mais a partir daquelas instruções  pouco confiáveis, escritas não se sabe quando?

Com relutância o homem despejou toda a água na bomba. Em seguida, agarrou a manivela e começou a bombear e a bomba pôs-se a ranger e chiar sem fim. E nada aconteceu! E a bomba foi rangendo e chiando. Então, surgiu um fiozinho de água; depois, um pequeno fluxo e, finalmente, a água jorrou com abundância! Para grande alívio do homem, a bomba velha fez jorrar água fresca, cristalina. Ele encheu a garrafa e bebeu dela, ansiosamente. Encheu-a outra vez e tornou a beber seu conteúdo refrescante.

Em seguida, voltou a encher a garrafa para o próximo viajante. Encheu-a até o gargalo, arrolhou-se e acrescentou uma pequena nota:“Creia-me, funciona. Você precisa dar toda a água, antes de poder obtê-la de volta”.

 

As pessoas que se arriscam a viver assim, verdadeiramente alcançam vôo elevado, sublime. Vivem acima da mediocridade.

Pontos para reflexão

O ex-presidente francês Charles de Gaulle disse: “O vôo até a Lua não é tão longo. As distâncias maiores que devemos percorrer estão dentro de nós mesmos”. Muitas vezes, vivemos com tanta pressa sem saber o porquê e nem para chegar onde, mas temos que ir, fazer … O silêncio interior, o acalmar-se, o contato íntimo consigo próprio pode ser confortador e revelador e a fonte que nos abastece e refresca para continuar a caminhada!

 

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