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MUDAR COM SUCESSO?
A integração do pensar, sentir e agir 

Gustavo G. Boog

Numa de minhas reflexões matinais (é a minha melhor hora) eu me dei conta que sou ouvinte necessitado de minhas palestras e que sou leitor e destinatário de meus livros e artigos. Falo e escrevo sobre temas que são meus desafios de desenvolvimento, que estão presentes em minha alma, que representam sonhos, que indicam limites e resistências. Que necessitam ações efetivas para se tornarem realidade concreta. É parte do desenvolvimento pessoal, que alinha o discurso com a prática. A Bíblia diz que fé sem obras é vazia. Somos todos campeões em falar e discutir como o mundo deveria ser, como um líder deve tratar seu pessoal, como os clientes deveriam ter mais fidelidade, como os colegas deveriam manter sua palavra, enfim, como tudo deveria ser. E a prática? E a efetivação das mudanças?

Tenho assessorado e buscado facilitar processos de mudança nas organizações e de transformações nas pessoas. Constato como são grandes os temores do novo, do desconhecido. E é maior ainda a dificuldade de desapegar-se do conhecido: a empresa quer mudar sua estratégia, mas não quer deixar os percorridos caminhos pelos quais sempre trilhou. O executivo quer ouvir o seu pessoal de forma mais aberta, ser mais flexível e gentil em suas relações, mas tem medo de abrir mão do controle de tudo e de todos. São empresas e indivíduos que querem mudar, pagam para profissionais os auxiliarem, mas estão numa enorme dissonância entre o que pensam, o que sentem e o que agem. Como obter resultados diferentes se sempre fazemos as mesmas coisas?

Fui procurado por uma empresa que quer voltar-se mais para resultados, quer que as pessoas sejam responsáveis pelo atingimento de suas metas, que o desempenho e a competência sejam os referenciais para o comportamento. Aí eu perguntei (os consultores sempre fazem perguntas): “O que acontece quando alguém tem um persistente baixo desempenho?” E a resposta foi: “nada!”. Existe aí a discrepância entre o que se diz e o que se pratica, e é exatamente aí que estão os caminhos para o desenvolvimento.

Muitas empresas têm missão, visão e valores definidos (pensar). Mas isto faz parte, está incorporado nas emoções das pessoas (sentir)? Está efetivado nas ações do dia-a-dia (agir)? É nesta diferença que está o processo de desenvolvimento, como organização, equipe ou indivíduo.

Aprendi numa palestra que sempre que o pensar, o sentir e o agir estão alinhados, teremos paz e serenidade. Quando estão divergentes, vem a confusão e os conflitos. Tudo se inicia com o pensar, e nós somos o que pensamos. É como se a cabeça, que pensa, que tem idéias, desenvolve teorias, traça planos, estratégias. Discute com outros e corrige distorções. Busca significados, se conecta à dimensão espiritual. E tudo isto é bom e necessário. Mas é só um passo inicial…

A etapa seguinte é o sentir, centrado simbolicamente no coração (e também no estômago), a dimensão da alma: quais são as emoções e sentimentos decorrentes do pensar? Sentimos medo? vergonha? rejeição? amor? entusiasmo? ânimo  ou desânimo? Todos estes aspectos precisam ser considerados; é a força interior do sentir que tornará o pensar uma realidade. O discurso e a prática começam a se alinhar.

E aí vem o próximo passo, o agir, centrado simbolicamente nas mãos e pés, a dimensão material que necessita lidar com questões práticas, com os recursos, o tempo e as prioridades para assegurar que a idéia se torne efetiva e concreta. Aí é a hora do esforço, da persistência, do não desistir, do lutar. Com o alinhamento do pensar, do sentir e do agir a idéia se torna concreta.

Estes são os passos para mudar com sucesso. Não dá para “queimar”etapas. Este processo se torna mais exigente e complexo quando falamos de mudanças coletivas, onde o pensar, sentir e agir de muitos precisam ser alinhados e integrados. Conseguir este alinhamento é um dos principais papéis dos líderes, pois conseguir mudanças, inovações e transformações nos dias de hoje é fator crítico ao sucesso de todas as organizações e pessoas.

Faça uma reflexão do seu pensar, sentir e agir em mudanças individuais (que dependam só de você), que tenham sido bem sucedidas ou que ainda não se concretizaram. Por exemplo, a decisão de ser menos sedentário, de parar de fumar ou de fazer um curso de inglês. Quais são suas conclusões?

 

Faça uma reflexão do pensar, sentir e agir em mudanças coletivas (que dependam de um grupo de pessoas), que tenham sido bem sucedidas ou que ainda não se concretizaram. Por exemplo, a decisão de aumentar a segurança de um condomínio, de fazer uma reforma no prédio, de mudar estilos de liderança na empresa ou de melhorar a motivação das pessoas da equipe. Quais são suas conclusões?

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