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MUDANÇAS E ACEITAÇÃO

Gustavo G. Boog

É da natureza do ser humano gostar de ver mudanças nos outros e resistir a fazer mudanças em si mesmo. Quando somos confrontados com mudanças e transformações, vemos que algumas das dimensões do ser humano (físicas, vitais, emocionais e espirituais) podem ficar apegadas ao passado, causando enorme sofrimento. É a “não aceitação”.

O desafio de aceitar as coisas como elas são, e não como nós gostaríamos que fossem, é talvez uma das lições mais difíceis de aprender (pelo menos para mim tem sido…). Aceitar a realidade é percebido pela maioria das pessoas como fraqueza, conformismo, inatividade e passividade. Mas o sentido da aceitação é muito mais amplo que isto.

Gosto muito do exemplo do veleiro, que ilustra o poder pessoal: se estou no leme do meu barco, defino meu destino e velejo numa direção que escolhi, estou “com as rédeas da vida” em minhas mãos. Eu tenho o poder de mudar meu rumo ou minha velocidade. De seguir meu curso ou parar. Mas, se no meio do percurso vêm ventos inesperados e rajadas súbitas ou correntezas imprevisíveis, eu preciso aceitar esta nova situação. Tenho que aceitar que talvez planejei mal meu trajeto, ou pode ser mesmo que o que está ocorrendo estava fora de qualquer previsão. Estando nesta realidade, a não aceitação significa ficar se criticando pela falta de planejamento ou xingar fatores incontroláveis. Isto agrega algum valor?

Aceitar a realidade significa reconhecer um erro ou uma imprevisibilidade, mas, acima de tudo, agir em cima da nova realidade, definir o que será feito como próximo passo e agir conforme a decisão. O exemplo do veleiro é bastante óbvio, mas em situações empresariais quantas vezes encontramos saudosistas que ficam girando a mesma frase de como era bom meu chefe anterior, que saudades do tempo em que os clientes nos procuravam ou sentindo-se vítimas das circunstâncias. Isto não agrega valor!

Aceitar uma realidade não significa que você deva “gostar” da nova situação. Significa reconhecer que aquele momento é especial, é perfeito, pois está nos mostrando uma lição nova que precisamos aprender. Sempre procuro me lembrar de uma frase de Donald Pachuta, que dizia que “todos os meus problemas vêm de meus apegos”. Nas mudanças precisamos deixar o conhecido e mergulhar de cabeça no novo. Nos momentos de transição o roteiro é aceitação e ações. Chorar pelo passado ou sonhar pelo que as coisas poderiam ter sido não leva a nada.

Descobri no site da Brahma Kumaris (www.bkwsu.org/brazil) esta frase que encerra este artigo:

“Quando somos gentis com nós mesmos, quando desaceleramos e dançamos suavemente a música da vida, os relacionamentos conosco e com os outros mudam. Conseguimos acalmar a autocobrança e serenar as exigências em relação às pessoas. Permitimos ser o que somos e também aceitamos os limites dos outros. Aceitação torna a face mais bonita, o corpo mais relaxado. Traz harmonia a todos ao redor, aquietando a atmosfera.”

 

Você aceita?

Quando surgem fatos e mudanças inesperadas, qual é a sua reação?

Você tende a aceitar e agir? Ou a não aceitar e reagir?

O que você pode fazer a respeito?

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