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GANHOS & PERDAS:
COMO SUPERAR OS RISCOS E ABRIR-SE PARA NOVAS OPORTUNIDADES

 

Gustavo G. Boog

 “Tudo o que muda a vida vem quieto no escuro, sem preparos de avisar”.

João Guimarães Rosa

As crises estão aí, não há como fugir delas: basta abrir o jornal, assistir ao noticiário na TV ou no rádio, ver notícias na Internet, falar com os amigos. Uma nova e maior recessão globalizada ronda o planeta; algum relacionamento seu está ruindo; um tsunami se abateu em seu trabalho; os clientes diminuíram e as margens de lucro estão sumindo; as coisas que você sempre fez começam a perder o significado; a relação com seus familiares está “por um fio”. Você começa a ficar (muito) assustado, apesar de já ter passado por muitas crises anteriormente e ter sobrevivido a todas elas (não se esqueça disso !!!).

Podemos dizer que estamos em crise no momento em que descobrimos que o que pensávamos antes já não “funciona” para o momento presente. As soluções que adotávamos, que antes resolviam determinadas situações, parecem não trazer mais os resultados esperados. Nossa tendência é continuar tentando, tentando, com os métodos conhecidos, mas… não dá mais certo!

As crises nos convidam, geralmente de forma incisiva ou até dramática, a nos colocar novamente em movimento. É próprio da natureza humana a inércia, a tendência de repetir velhas rotinas conhecidas, mesmo que sejam aborrecidas. As crises nos impelem a transformar este estado de paralisia em movimento. Momentos de crise são de intensa aprendizagem: nós re – aprendemos um sentido novo em nossas vidas, pois aquilo que é velho e superado não está mais atendendo às nossas expectativas e necessidades. Mesmo que você resista e não queira aprender, este processo vai acontecer.

As crises nos obrigam a repensar nossos modos de agir, nosso estilo de vida, nossas prioridades e valores. As crises nos ensinam a nos liberarmos do peso inútil que levamos em nossas “mochilas”, na caminhada da vida. Estamos muitas vezes arqueados sob o peso de nossos papéis, dos nossos “tem que”, dos nossos modelos mentais, das coisas que consideramos imprescindíveis. Quanto disto realmente é necessário?

Para entendermos os “recados” que as crises estão trazendo, algumas perguntas se fazem necessárias:

•    Quantas destas “pedras” que estão em nossas “mochilas” não foram colocadas por nós mesmos?
•    Quantas destas “pedras” foram colocadas por outros, e nós simplesmente fizemos de conta que elas não existem?
•    Quantas destas “pedras” permitimos que fossem colocadas e ficamos reclamando do peso delas, sem fazer nada para retirá-las?
•    Será que muitas destas “pedras” já não tiveram sua utilidade em outras épocas, foram lições que tivemos que aprender, mas que agora já não nos servem mais?

Isto é tão simples e pode tornar a nossa vida muito mais leve. Parece tão fácil assim escrito, mas é a prova de fogo de nossa existência. E como nossos valores precisam ser revistos de tempos em tempos, lá vamos nós mergulhar em uma nova crise…

A maneira pela qual reajo à crise é totalmente determinada pela minha forma de perceber e agir. O modo como eu ajo é que vai definir o que irá acontecer nos momentos seguintes.

O medo atrai a sombra, a miopia e a escuridão para dentro do ser. Ele nos faz sentir impotentes, nos diminui e nos desconecta com a sabedoria maior. A virtude da coragem é essencial neste ponto, pois muitas vezes as crises nos convidam a dar um passo no escuro. Lidar com o medo é algo intensamente desafiador, pois ele não é necessariamente racional, na realidade na maioria das vezes é emocional. Quem já não passou por um forte medo, ou até pavor, de um cachorro feroz, mas que estava preso; ou de pular de um trampolim alto numa piscina, que tinha bastante profundidade?

É nossa postura pessoal que vai, em grande parte, determinar novos rumos. Geralmente não temos controle sobre os fatores externos, mas podemos ter domínio sobre a nossa forma de agir com relação a eles.

Não há nas crises o bom ou o mau, apenas o que é. Transformar as crises em oportunidades ou vivê-las como ameaças é sempre uma escolha pessoal.

Gosto de uma frase de Margaret Wheatley, que diz “Quando nós buscamos conexão, re-estabelecemos o mundo da totalidade. Nossas vidas aparentemente separadas tornam-se cheias de significado, à medida que descobrimos quão realmente necessários somos uns para os outros”.

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