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ERROS E ACERTOS, FRACASSOS E SUCESSOS

Gustavo G. Boog

Todos nós temos que de alguma forma conviver com erros, não há escapatória. Cada um de nós erra, alguns muito, outros pouco, mas todos erram. Cada um de nós tem também que lidar com as conseqüências sobre nós dos erros de outros, pois somos todos interdependentes, e erros acabam influenciando nossa atuação. A forma com que lidamos com os erros, próprios e dos outros, vai definir os rumos futuros: caminharemos para mais acertos ou para mais erros?

Podemos cometer erros, que levaram ao insucesso de um projeto ou o não atingir um resultado esperado. Isto ocorre, pois “só não erra quem não faz”, mas estes erros devem ser ocasionais. Errar … acontece, pois “errar é humano”; reconhecer o erro é divino, pois trás em si a intenção de corrigir, exige a qualidade da humildade de reconhecer que algo saiu errado por nossa causa; insistir no erro ou não reconhecer a responsabilidade é algo não muito inteligente.

Podemos errar, podemos fracassar, mas isso não quer dizer que somos fracassados! É enorme a diferença entre “ter fracassado”, “estar fracassando” ou “ser um fracasso”.

Para quem trabalha em equipe, ou é líder, vem um desafio adicional que é lidar com os erros dos outros. Quem depende do desempenho de outras pessoas (alguém não depende???) sempre tem a situação potencial de se deparar com um desempenho abaixo do esperado. A reação imediata muitas vezes é de reagir de forma impulsiva, perdendo o controle emocional, gritando, ameaçando, ou expressando na linguagem corporal o desagrado com o baixo resultado. E isto fica agravado e amplificado quando temos prazos combinados com clientes, com o chefe, ou com um terceiro. Significa que um compromisso que nós assumimos e que não poderá ser cumprido. Mas o nosso cliente, chefe ou terceiro não tem nada a ver com isto… o erro pode ser do outro, mas o compromisso é nosso, indelegável, intransferível!

Como líder ou como colega precisamos tomar ações para que este erro não ocorra novamente. É preciso tomar ações corretivas para minorar ou eliminar os efeitos do erro e em todos os casos o feedback, a conversa “olho no olho” é fundamental. É inaceitável “deixar para lá”, não tocar mais no assunto pois a situação é delicada. Erros precisam ser encarados de frente e com coragem. Sempre. Caso contrário, se repetirão.

É preciso também explorar as causas do baixo desempenho: porque a pessoa errou? porque teve um desempenho tão abaixo do esperado? O que está acontecendo? As causas podem ser múltiplas, entre elas alguns exemplos:

•    A pessoa não tem o treinamento e preparo
•    A pessoa não tem os equipamentos, ferramentas e materiais necessários
•    A pessoa está desajustada ao seu cargo, seu perfil pessoal não combina com as exigências
•    A pessoa está passando por uma crise pessoal grave (doença em família, divórcio, morte, acidente)
•    A pessoa não consegue dizer “não” e acaba assumindo compromissos que de antemão não conseguirá cumprir
•    A pessoa está sabotando propositalmente os resultados

Como pode ser visto, cada caso irá definir as ações mais adequadas. Uma ação impulsiva de “bronca” pode ser totalmente ineficaz e até prejudicial no caso de uma crise pessoal. O “deixar por isto mesmo” é sempre inadequado. Treinar quando o problema é de motivação é jogar dinheiro fora. Incentivar quando a causa é falta de treinamento é ineficaz. Assim, para cada causa, um conjunto de ações é o mais indicado. Com isto os erros se tornarão importantes lições e o aprendizado fica. O desempenho melhora e os erros se tornarão menores ou até inexistentes.

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