+55 (11) 5183-5187  ou  5183-5096

contato@boog.com.br

ERROS E ACERTOS EM PESQUISA DE CLIMA

(*) Marcelo Boog

Temos observado o comportamento e as demandas de dezenas de empresas que conduzem Pesquisas de Clima Organizacional. Encontramos diversos aspectos corretos na condução destes projetos e também uma série de erros (que devem ser evitados), muitos deles comuns e recorrentes em vários casos.

Não estou me referindo a erros conceituais ou de interpretação de um colaborador que desconhece o instrumento, como o de achar que a pesquisa de clima é uma avaliação de desempenho, ou pensar que“respondendo a pesquisa receberei um aumento salarial”, mas de erros que são provocados pela empresa, seja na direção ou no RH, seja no planejamento ou na execução.

 

ANTES

Antes de iniciar um projeto desta natureza, cada empresa deve ter muito claros e definidos quais são os reais objetivos que a levam à pesquisa. Muitas vezes aí nasce o primeiro erro: fazer por modismo/ fazer só para ver como andam os ânimos / fazer por fazer. A direção da empresa deve estar compromissada com o projeto, e não o encarando como “mais um daqueles projetos da área de RH”. A falta de comprometimento leva a baixa qualidade no processo, e o instrumento deixa de ser uma solução potencial e passa a ser um problema.

 

É equivocado ter objetivos “não legítimos” para com a pesquisa. Ex.: fazer a pesquisa para servir de argumento para a demissão de um determinado profissional; ou satisfazer uma curiosidade pessoal de um gestor.  O objetivo essencial de uma Pesquisa de Clima deve ser alinhado com o desenvolvimento organizacional.

 

Se a empresa decide fazer uma pesquisa, vem então a primeira grande decisão: fazer por conta própria ou fazer com o apoio de uma consultoria externa. Não há erros nesta decisão, e ambas podem apresentar bons resultados, desde que os devidos cuidados sejam seguidos. Em cada uma delas há prós e contras a serem avaliados.

 

Caso a empresa opte por conduzir o processo sozinha, há de se verificar e assegurar uma série de itens para que haja sucesso no processo. O maior risco é de que os resultados sejam “mascarados” pelo medo de ser identificado. Assim, muitas vezes, os colaboradores mentem em suas respostas, gerando um resultado final falso, que de nada ajuda a empresa. Para evitar esta situação, existem técnicas e alternativas que podem ser exploradas em treinamentos em Pesquisa de Clima, dirigidos aos profissionais encarregados pela execução do projeto.

 

Se a empresa preferir, pode contratar uma consultoria para conduzir o processo. Aí pode existir outro erro potencial: contratar exclusivamente por custo. Sempre existirá alguém disposto a cobrar menos por um determinado serviço, independentemente do que se está contratando – seja um serviço de pintura para sua casa, seja a manutenção de seu carro, seja uma consultoria especializada. O ideal é contratar uma consultoria que agregue valor ao projeto, como customização sob medida, recomendações e apoio para a gestão do clima, ações preventivas e corretivas para a gestão, etc., o que vai muito além da simples análise estatística da tabulação dos dados.

 

Ao iniciar uma pesquisa de clima organizacional, a empresa assume uma série de compromissos, como de transparência, de confidencialidade nas respostas e de participação facultativa. Não honrar estes compromissos, por mais obvio que pareça, é um erro grave (e infelizmente não tão raro), que afeta a credibilidade do processo e da própria empresa, muito provavelmente de forma permanente.

 

DURANTE

A aplicação de uma Pesquisa tem uma série de etapas, e em cada uma delas um conjunto de potenciais erros a serem evitados. Alguns erros:

  • Formulário desalinhado com os objetivos e/ou incompleto
  • Falta de uma determinada segmentação ou excesso delas – há um equilíbrio entre a quantidade de colaboradores e a quantidade de segmentações. Não se deve ter excesso e nem falta de extratos e análises.
  • Omissão na fase de divulgação prévia
  • Coletar dados em uma amostra extremamente pequena
  • Coletar dados na totalidade e esquecer de alguém
  • Tempo excessivamente longo ou curto para respostas
  • Procurar identificar as respostas
  • Problemas logísticos/ cronograma
  • Problemas no relatório

 

DEPOIS

Talvez o maior de todos os erros que se possa cometer seja o de não se fazer nada no pós-pesquisa. Este é um erro que leva a uma série de conseqüências como a frustração das expectativas geradas e o desperdício de tempo, de energia e de dinheiro. Ao “engavetar” o relatório não existirá a geração e a realização de um plano de ações. Pior do que isso, este fato “queima” a ferramenta, que dificilmente terá sucesso em uma segunda tentativa, mesmo se passado alguns anos. A reação dos colaboradores ao “engavetamento” é a frustração, o descrédito e a desmotivação.

 

A ação correta da empresa é divulgar os principais resultados da pesquisa, por piores que sejam, juntamente com o plano de ações elaborado. A empresa deve procurar ainda envolver e preparar as pessoas, para que estas sejam, efetivamente, parte das soluções.

 

Convidamos as empresas que tenham pelo menos 150 colaboradores, para realizarem um TEST DRIVE da Pesquisa de Clima => clique aqui.

 

(*)Marcelo Boog é diretor do Sistema Boog de Consultoria, conduz projetos de Pesquisa de Clima, Mapeamento 360º e Ecotraining. Fone (11) 5183-5187 E-mail info@boog.com.br Site www.boog.com.br.

 

Ver Todos os Artigos

SOLICITE ATENDIMENTO


captcha