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EQUILÍBRIO

 Gustavo G. Boog

Gosto de saber o que o dicionário fala de cada tema. Equilíbrio é a manutenção de um corpo em sua posição ou postura normal, sem oscilações ou desvios. É também a igualdade, absoluta ou aproximada, entre forças opostas; harmonia; estabilidade mental e emocional. Equilibrista é a pessoa que se conserva em equilíbrio, em posição difícil. O desequilíbrio é a ausência do equilíbrio, ou, em psicologia, uma anomalia psíquica que se caracteriza essencialmente pelas variações de humor, emotividade excessiva e instabilidade geral, levando a uma inadaptação social.

A empresa equilibrada é aquela que consegue integrar suas três dimensões de competência:

•    resultados de negócio
•    clima interno motivador
•    abertura para inovação e mudanças

Cabe aos líderes da empresa o papel de equilibristas, buscando harmonizar estas dimensões, às vezes antagônicas. Como uma metáfora, podemos visualizar a empresa como um tripé, sobre o qual se apóiam seus clientes. Para que o tripé esteja em equilíbrio é necessário que cada “perna” do tripé seja forte, firme e de igual tamanho. Variações promovem o “desequilíbrio” do tripé; como conseqüência o cliente “cai fora” da empresa. Quando recorremos à definição de papel gerencial, vemos que lhe cabe “atingir resultados, com pessoas e com inovação”. Se há desequilíbrios, a frase pode ficar:

•   atingir resultados, com pessoas e com inovação: esta é a empresa que busca resultados às custas das pessoas e da inovação. Tende a ter vida curta, pois se torna uma verdadeira “panela de pressão” para as pessoas e o excesso de conservadorismo mata a inovação. Aí a lei é “não se mexe em time que está ganhando
•    atingir resultados, com pessoas e com inovação: esta é uma empresa gostosa para se trabalhar, pois a dimensão humana é valorizada. Como não há preocupação nem com resultados nem com inovação, esta empresa se torna insustentável por não agregar valor aos clientes e usuário
•    atingir resultados, com pessoas e com inovação : esta é a empresa moderna, com alto grau de flexibilidade, conceitos atualizadíssimos, mas sua falta de atenção para os resultados e as pessoas faz com que em pouco tempo ela desmorone.

Como se vê, os desequilíbrios empresariais podem custar a sobrevivência, a saúde ou a longevidade da organização, e às vezes as três coisas.

As duas energias primordiais, YANG e YIN, também devem estar em equilíbrio, quer nos remetamos ao nível empresarial ou pessoal. Qualquer excesso no YANG leva a um exagero competitivo, altamente destrutivo; o excesso de YIN leva a posturas acomodadas, conformistas e de imobilidade, que são também altamente destrutivas. YANG e YIN não são intrinsicamente bons ou maus. Os seus desequilíbrios são ruins.

Podemos igualmente analisar a estrutura da pessoa e da empresa nos seus níveis

•    Material: patrimônio
•    Processos: é o “metabolismo”
•    Relacionamentos: parte emocional e de relacionamentos
•    Identidade: dimensão espiritual, onde se busca significados e razão de ser

Aqui também deve haver equilíbrio, pois a ênfase exagerada em qualquer das dimensões, em detrimento das demais, acaba sendo prejudicial e gera um custo a ser pago.

Em tempos de mudanças rápidas como os que vivemos, ter equilíbrio e ser equilibrista são competências essenciais para o sucesso profissional e pessoal.

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