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CUIDADOS DA SAÚDE E PREVENÇÃO DA DOENÇA DAS EMPRESAS, EQUIPES E PESSOAS: O PAPEL DOS TERAPEUTAS

Gustavo Boog

A saúde não é a simples ausência de doenças. Antes, é a presença da vida, da energia e do prazer. Nós enquanto pessoas e as empresas e equipes somos seres indivisíveis: a fragmentação a que estamos sujeitos, buscando a saúde do corpo na Medicina, da alma na Psicologia e do espírito na Religião geralmente mostra visões especializadas que acabam não promovendo a saúde integral.

 

O enorme número de especialistas geralmente nos deixa confusos quando uma doença se instala em nós. No âmbito empresarial e das equipes isto é tão evidente, quando consultores buscam maximizar a eficiência dos processos e da estrutura e destroem o capital humano de relacionamentos e de confiança, ou quando se busca “sensibilizar” os executivos, sem nenhuma preocupação com agregação de valor.

 

O livro Cuidar do Ser, de Jean-Yves Leloup, resgata a partir dos escritos de Fílon alguns conceitos que são básicos para a saúde, descrevendo o papel dos Terapeutas. Algumas passagens selecionadas:

 

“A tarefa considerada primordial para os Terapeutas é cuidar, já que é a Natureza quem cura”

 

O ser humano ou empresarial tem dentro de si as forças da cura. O papel do Terapeuta é “despertar” estas forças adormecidas.

 

“No início da Era Cristã, os Terapeutas (…) já postulavam uma antropologia não-dual, considerando o ser humano como uma totalidade corpo/ alma/ espírito, não separando o que o próprio Deus uniu”

 

Aqui se percebe claramente a visão holística do ser humano e da empresa. Qualquer cura deve ser abordada a partir da integração e não da fragmentação

 

Para o Terapeuta o corpo não pode ser visto somente como um objeto, uma coisa ou uma máquina funcionado com defeito, que seria mister consertar. Não, o corpo é um corpo ´animado´. Não há corpo sem alma.(…) Para os antigos hebreus, a doença e a morte se achavam ligados a uma perda ou a uma falta de ar (sopro). Ressuscitar, fazer alguém voltar à vida, era fazer novamente circular o ar (sopro) nos membros da pessoa. Curar alguém é fazê-lo respirar, e observar todas as tensões, bloqueios e obstruções que impedem a livre circulação do ar (sopro)”.

 

A sensação de “falta de ar” é bastante visível tanto no mundo empresarial como no pessoal. Num recente projeto que realizamos, visando resgatar a auto-estima dos participantes após uma anterior intervenção traumática, lembro-me de que um dos participantes se referiu a nossa atuação como “ressuscitar os mortos”. Bloqueios na comunicação, nos fluxos vitais que não fluem, da sensação de paralisia e morte que rondam as empresas ou pessoas com dificuldades. Como promover esta circulação é o desafio da Terapeuta.

 

Muitas são as causas que impedem esta “livre circulação do ar”. Podemos olhar as nossas dificuldades (“doenças”) como metáforas cruéis de um esquecimento do que é bom, belo e verdadeiro. Algumas destas causas são:

 

Apego ao prazer:  nada de errado com o prazer, que é um bom sinal que uma coisa está bem feita. mas sim com o apego ao prazer. Buscar o prazer pelo prazer nos desvia de nossas metas. Se colocarmos a palavra “lucro” ao invés de “prazer”, vemos este desvio muito claramente na realidade de tantas empresas. “O animal torna-se o senhor daquele  a quem deveria servir”.

 

Tristeza: a saúde do ser humano é a alegria. Estar triste é estar separado do seu potencial de ser e de realizar.

 

Medos: o medo nos coloca em constante estado de alerta. Suponha que ao andar na penumbra, indo para casa, você percebe um enorme rolo de corda no chão e pensa que é uma cobra. Esta cobra não existe enquanto cobra, é apenas uma falsa aparência. Mas, subjetivamente, você acha que é uma cobra mesmo!

 

Para realizar o seu trabalho, o Terapeuta deve saber equilibrar o falar com o ouvir. O falar significa “eu sei”, e pode se transformar muito facilmente em arrogância. Por outro lado, o ouvir significa o “eu não sei”, baseado na humildade.

 

O propósito de buscar um Terapeuta é promover uma mudança de hábitos. “Os hábitos nos alienam. Cremos que o mundo de nossas relações está para sempre determinado. O ´desabituar-se´ é sair do conhecido e entrar assim no desconhecido de um novo modo de ser e relacionar-se que não embarace a liberdade”. Isto é promover novamente a circulação do ar e a retirada dos entulhos do caminho.

 

“O Terapeuta pode vir as ser a claridade para aqueles que tem a coragem de depositar diante dele os fragmentos noturnos de suas vidas”.

 

Com isto o Sol volta a brilhar em suas vidas.

Dicas para avaliar seu Terapeuta

 

 

O bom Terapeuta:

 

  • Promove a saúde e não apenas combate as doenças
  • Integra e não fragmenta suas intervenções. Considera o paciente um ser integral, indivisível
  • Cuida, desperta forças adormecidas; quem cura é a Natureza
  • Promove a cura de alguém fazendo a pessoa respirar e observar todas as tensões, bloqueios e obstruções que impedem a livre circulação do ar. Algumas causas de bloqueio são:
  • Apego ao prazer
  • Tristeza
  • Medos
  • Equilibra o falar e o ouvir
  • Promove a mudança de hábitos, com isto facilitando a circulação do ar tirando os entulhos do caminho
  • Promove a volta da luz, do sol para a vida das pessoas, equipes e empresas

 

 

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