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COACHING SISTÊMICO:
O QUE EU GANHO COM ISTO?

Gustavo G. Boog

O coaching deixou de ser um “luxo” destinado só a altos executivos, para se tornar um essencial elemento para apoiar profissionais a serem mais produtivos, integrados e harmoniosos em seu trabalho. O coaching é uma nova forma de lidar consigo próprio e com as pessoas, quer sejam liderados, clientes ou o chefe.

A expressão “coaching” vem do inglês “coach”, que é assemelhada ao técnico de um time de futebol. O coach é uma pessoa que está em posição de liderança e atua no dia-a-dia. Os usos e costumes das organizações indicam que a expressão coaching também se aplica ao apoio externo que consultores e terapeutas dão para pessoas e equipes.

O coaching sistêmico é uma abordagem inovadora de diagnosticar e solucionar situações que envolvem relacionamentos, vínculos e conexões, envolvendo as competências de gestão, como liderança, foco nos resultados e nos clientes, trabalho em equipe, motivação, comunicações, dar e receber feedback, carreira, desenvolvimento, estilos de atuação, conflitos entre pessoas e áreas, etc.

Diferentemente das terapias convencionais, que têm uma duração maior por tratarem de temas de maior amplitude, o coaching é realizado em poucas reuniões, e com os recursos tecnológicos disponíveis nos dias de hoje, é possível um atendimento eficaz à distância que chamamos de tele-coaching.

A alegação de que o coaching é caro se desfaz quando se avaliam corretamente os benefícios x os custos do processo. Quanto custa para a empresa, para as pessoas e para o próprio profissional um comportamento desalinhado com as estratégias da organização? quanto custa um líder desmotivado? e agressivo? e desorganizado? e um vendedor desestimulado para dar um bom atendimento? ou um chefe que é bom tecnicamente mas tem dificuldades de lidar com questões das pessoas?

O coaching sistêmico apóia profissionais que passam por momentos de decisão ou por momentos mais difíceis em seus trabalhos, por exemplo, quanto ao próximo passo de desenvolvimento de suas carreiras, entrosamento em equipe, divergências de orientação de negócios, conflitos com colegas, estilos de liderança não adequados (muito “duros” ou muito “soltos”), falta de habilidade de comunicação, pouca clareza quanto à visão de futuro, etc. O coaching se inicia com a definição clara do foco do processo, que vai orientar todas as reuniões. Com o foco definido, o coaching costuma ocorrer em 3 a 5 reuniões de 1,5 hora cada.

Uma das etapas mais importantes do coaching sistêmico é a realização de uma Constelação Organizacional, onde são utilizadas figuras representativas, trazendo ao cliente a visualização e insights de seu momento atual, da “solução”  que busca e dos passos que precisam ser dados. Na Constelação são representados os diversos elementos que compõe a situação, definindo claramente o contexto e as relações entre estes elementos. Por exemplo, num caso que recentemente atendi, ficou claro que o cliente se posicionava muito perto de sua equipe (que era vista como pouco amadurecida) e muito longe de seu Diretor, o que vinha causando um desequilíbrio dentro da empresa. A Constelação também ajuda a visualizar quais pessoas ou fatores podem ajudar ou prejudicar o profissional em seus objetivos, dando mais clareza para aproximações ou afastamentos. A Constelação torna explicito aquilo que estava oculto.

A Constelação identifica com rapidez desequilíbrios no sistema do cliente, em geral causadas por “emaranhamentos”, que significam a não observância aos três princípios sistêmicos que regem os relacionamentos:
•    princípio da ordem: cada pessoa tem um lugar claro e definido no sistema, e as contribuições do passado precisam ser honradas para que o futuro seja possível
•    princípio do equilíbrio entre o dar e o receber: nenhum relacionamento pode se manter quando o dar é continuamente diferente do receber, gerando uma sensação de mal estar

•    princípio da pertinência: trata da necessidade que temos de pertencer, de sermos incluídos em diversos grupos, sendo os mais importantes a família e o trabalho. O “pertencer” também implica na obrigação de determinados deveres em contrapartida aos direitos de pertencer àquele grupo

O coaching trabalha com três questões básicas, apoiando o cliente na definição de respostas e busca de soluções:
•    onde estou hoje: é a caracterização do momento atual do comportamento que o cliente está praticando, do aclaramento de intenções, crenças e valores, bem como a identificação das demandas atuais de seu cargo e o seu perfil de atuação, com o Mapeamento 360o baseado nos tipos rei – guerreiro – mago – amante, que tem se mostrado de fácil compreensão e extremamente útil como referencial
•    para onde quero ir: consiste na definição da visão de futuro, dos resultados a serem alcançados, de indicadores que mostram os progressos alcançados
•    como chegarei lá: um articulado e realista “Plano de Ação” coroa o coaching, definindo os passos concretos a serem dados.

Tem se mostrado vantajoso para o cliente, após o encerramento da fase intensiva do coaching, a realização de algumas reuniões de acompanhamento e avaliação dos progressos, por exemplo, a cada três meses. Também o apoio individual do coaching pode ser potencializado quando a equipe de trabalho realiza o processo coletivamente, tratando de questões que afetam a equipe como um todo. Neste caso, também as Constelações Organizacionais têm se revelado um precioso aliado na busca de soluções.

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