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A DIMENSÃO HUMANA (2)

 

Para concretizarmos nas empresas a dimensão humana em sua plenitude devemos nos exercitar, criarmos os “músculos” necessários ao exercício deste projeto, quer na posição de líderes, quer na posição de profissionais da área de Gestão de Pessoas. Para isto devemos desenvolver as habilidades de nossa alma, que são as bases das competências tão buscadas nas empresas.

Faço parte de um Grupo de Consultores com orientação antroposófica, que se reúne mensalmente para discutir muitas questões ligadas ao desenvolvimento das empresas e das pessoas. A partir de uma brilhante pergunta de nosso colega Vitor Morgensztern, nosso grupo está construindo a “matriz de habilidades sociais”. As empresas querem pessoas que sejam líderes, que saibam gerenciar mudanças, que se comuniquem bem, que saibam e queiram trabalhar em equipe, que mantenham foco nos resultados e saibam planejar e organizar. O que é preciso lembrar é que atrás destas competências essenciais a qualquer organização, estão habilidades de nossa alma, a base da construção de empresas que dêem uma ponderação correta à dimensão humana. Sem ter a pretensão de uma listagem completa, podemos relacionar aspectos como:

Ser corajoso (YANG): partir para a ação/ ter auto-controle/ saber quando parar/ contestar/ decidir/ ser determinado e não abandonar/ incansável/ tenacidade/ falar/ força de vontade/ ter bom ritmo de trabalho/ saber estabelecer limites/ dizer “não”/ comunicar-se/ falar/ persuadir/ sensatez/ concentrar-se e manter foco/ independência

Responsabilizar-se (YANG): assumir a iniciativa/ ser assertivo/ participar/ pensar nas conseqüências dos atos/ assumir a responsabilidade/ assumir seu poder pessoal (não se colocar como vítima)/

Ter auto-estima (EQUILÍBRIO): ter auto-conhecimento / gostar de si mesmo/ gostar dos outros/ ter autoconfiança/ equilibrar o dar e receber/ gratidão/ ser autêntico, expressar emoções e sentimentos/ pensar por conta própria/ ter fé

Estar harmonizado (EQUILÍBRIO): celebrar/ ser autêntico/ ter auto-segurança/ ser generoso/ integrar e ter integridade/ ter e ser sabedoria/ compartilhar/ interdependência

Aceitar/ ser paciente (YIN): ceder/ aceitar a vida como ela é/ ter empatia (colocar-se no lugar do outro)/ perdoar/ ter compaixão/ compreender/ lidar com culpas/ ser paciente/ reconhecer as realizações dos outros/ ser tolerante/ ter reverência pela diversidade

Ser humilde (YIN): estar atento ao que acontece/ ouvir/ perceber/ aprender com as experiências/ ter disposição de aprender/ auto-exame/ ter auto-crítica/ conhecer-se/ ser curioso/ ter discernimento/ ter flexibilidade/ saber lidar com mudanças/ receber conselhos

Estas habilidades da alma são como os “tijolinhos” que vão construir as “paredes”, as competências essenciais. Alguns destes tijolos são YANG, como o ser corajoso e responsabilizar-se. Outras são YIN, como o aceitar, ser paciente e ser humilde. Outras refletem um equilíbrio, como a auto-estima e harmonização. Este é um referencial importante e pouco mencionado para a chamada “gestão por competências”. A “amarração” destas “paredes” irá construir a casa onde a dimensão humana tem  morada.

Em seu livro “A roda da vida”, a Dra. Elisabeth Kübler-Ross escreveu algumas frases que me marcaram profundamente e que quero compartilhar:

  • Vamos aprender a amar e perdoar a nós mesmos, a ter compaixão e compreensão. E então seremos capazes de dar aos outros esses bens. Curando as pessoas, podemos curar a Mãe Terra. Não podemos curar o mundo sem nos curarmos primeiro
  • O maior dom que Deus nos concedeu foi o livre-arbítrio. O livre-arbítrio põe sobre nossos ombros a responsabilidade por fazer as melhores escolhas possíveis
  • Às vezes não conseguimos o que queremos, mas Deus sempre nos dá aquilo de que precisamos
  • O conhecimento ajuda, mas o conhecimento sozinho não resolve os problemas de ninguém. Se você não usar sua cabeça, seu coração e sua alma, não conseguirá ajudar um único ser humano
  • Viva de tal modo que, ao olhar para trás, não se arrependa de ter desperdiçado sua vida. Viva de tal modo que não se arrependa do que fez ou não deseje ter agido de outra forma. Viva uma vida digna e plena. Viva.

Nós temos que cuidar de nosso bem estar e saúde, numa visão ampliada, pois a saúde não é apenas a ausência de doenças; antes , é a presença da energia, da saúde e da alegria de viver. E sem estes elementos, não há projeto organizacional que resista e sobreviva.

Eu começo a “ser humano” e a fazer a diferença, a transformar o “RH” em humano e a nossas empresas em humanas quando integramos a mente e o coração, a matéria e o espírito, e lembrando sempre que O SER HUMANO É INDIVISÍVEL.

 

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