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A CRÔNICA DO LIXO

Gustavo G. Boog

Os temas do aquecimento global e da sustentabilidade se inseriram de forma dramática em nossas agendas. Tenho caminhado, todas manhãs,  de casa ao escritório, num trecho de 3 km, que além de aliviar o trânsito, me ajuda a manter o corpo em atividade e saudável, sendo um bom momento para estar comigo mesmo, fazer minhas reflexões e minhas orações.

Mas confesso que a caminhada me deixa profundamente triste com a constatação do enorme nível de sujeira que temos em São Paulo: ao caminhar sinto-me andando numa lata de lixo! São pacatas pessoas passeando com seus cachorros, deixando um rastro mal cheiroso nos passeios e nos jardins; há também entulhos e restos de obras; vidros quebrados, embalagens de todos os tipos, garrafas, latinhas, restos de móveis, pedaços de madeira, sanduíches, peças de automóveis, papéis, jornais, folhas de árvores e poeira acumulada com tantos meses sem chuva. Nossas ruas se tornaram um grande depósito de lixo! O mais triste é que há depósitos para recolher o lixo a cada dois postes, muitos destruídos por vandalismo, e para os lixo de maior volume há um local que recolhe todo tipo de recicláveis.

O desrespeito ao espaço público é generalizado: vejo gente simples jogar da janela do ônibus latas de refrigerante e vejo também  gente em carro de luxo jogar janela afora maços de cigarros, papéis amassados e todo tipo de sujeira.

Mas nem tudo está perdido: tem muita gente que varre diariamente a frente de sua casa e coloca o lixo no lixo. Há varredores da Prefeitura trabalhando nas avenidas. São poucos exemplos positivos que deveriam ser seguidos por tanta gente que não respeita os espaços públicos. Se cada cidadão fizer a sua pequena parte, com certeza poderemos ter uma cidade mais limpa, mais humana, mais bonita. Será este um sonho possível?

 

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